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13. Futebol com formação, governança e segurança
Proteger categorias de base, desenvolver futebol feminino, profissionalizar gestão, aperfeiçoar transparência
de clubes e SAFs e combater violência de torcidas e racismo. Modernizar estádios e operação de jogos com
responsabilidade fiscal, acessibilidade, segurança e uso multipropósito.
14. Economia do esporte, inovação e eventos com legado
Apoiar equipamentos, vestuário, tecnologia, mídia, games, serviços, turismo esportivo e empreendedorismo.
Grandes eventos terão análise de custo - benefício, financiamento transparente, plano de legado, calendário
de uso e contratação local, evitando estrutu ras caras e ociosas. Articular empresas, universidades e centros
tecnológicos para ampliar a pesquisa, o desenvolvimento e a produção competitiva no Brasil de materiais,
equipamentos, tecnologias assistivas e soluções digitais para o esporte.
15. Financiamento estável e incentivo com resultado
Aperfeiçoar a Lei de Incentivo ao Esporte, fundos e transferências com critérios territoriais, contrapartida,
controle e avaliação. Simplificar acesso de bons projetos pequenos, publicar patrocinadores e beneficiários e
combinar recursos públicos, loterias e investimento privado sem capturar a política por poucas modalidades.
Permitir que projetos aprovados apoiem atletas individualmente, sobretudo em modalidades com menor
estrutura, com critérios públicos, limites, transparência e prestação de contas.
Indicadores de acompanhamento
• Prática regular de esporte e atividade física por idade, renda, gênero, raça, deficiência e território.
• Estudantes atendidos, diversidade de modalidades, frequência e permanência em programas escolares.
• Equipamentos recuperados, acessíveis, com manutenção e taxa de utilização pública.
• Crianças e adolescentes protegidos por protocolos, canais de denúncia e fiscalização.
• Atletas, paratletas, treinadores e equipes apoiados, com permanência educacional e progressão esportiva.
• Desempenho olímpico, paralímpico e internacional medido por ciclo e por consistência de base.
• Casos de violência, assédio, dopagem e manipulação identificados, processados e prevenidos.
• Empregos, empresas, investimento e impacto econômico de eventos e cadeias esportivas.
• Distribuição territorial, transparência e adicionalidade dos recursos públicos e incentivados.
COMPROMISSO: garantir esporte seguro e acessível da escola à comunidade, da inclusão ao
pódio, formando cidadãos, protegendo crianças, promovendo saúde e valorizando o talento
brasileiro.
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TEMA 14 · INDÚSTRIA: O BRASIL QUE PRODUZ, INOVA E
GERA EMPREGOS
Sumário executivo
O Brasil precisa voltar a crescer de forma sustentada, gerar empregos de qualidade, elevar a
renda das famílias e reduzir dependências externas. O investimento produtivo será o principal
motor de uma economia moderna, inovadora, sustentável e competitiva.
A política industrial será uma política permanente de Estado, integrada à estabilidade
macroeconômica, ao equilíbrio fiscal e ao protagonismo da iniciativa privada. O governo
coordenará crédito, inovação, formação, energia, compras públicas e comércio exte rior, com
prioridades transparentes, contrapartidas verificáveis e avaliação de resultados.
Diagnóstico
O Brasil precisa voltar a crescer de forma sustentada, gerando empregos de qualidade, aumentando a renda
da população e reduzindo nossa dependência externa. Nosso compromisso é construir uma economia
moderna, inovadora, sustentável e competitiva, onde o in vestimento produtivo volte a ser o principal motor
do desenvolvimento.
Nosso governo fará da política industrial uma política permanente de Estado, integrada à estabilidade
macroeconômica, ao equilíbrio fiscal e ao fortalecimento da iniciativa privada.
O mundo vive uma reorganização rara da produção. As grandes economias voltaram a disputar ativamente
onde as fábricas se instalam, e dois critérios passaram a definir competitividade: a descarbonização, que
valoriza o produto feito com energia limpa e lhe abre os mercados mais exigentes, e a digitalização, que
reorganiza a manufatura em torno de automação, dados e inteligência artificial. Guerras, crises sanitárias e
disputas comerciais mostraram que depender do exterior para máquinas, componentes e insumos essenciais
pode significar escassez, alta de preços e paralisação da produção. Poucos países estão tão bem posicionados
quanto o Brasil para aproveitar esse movimento.
É preciso, porém, reconhecer o tamanho do desafio. A indústria de transformação perde participação no PIB
há quatro décadas e representa hoje menos de 15% do PIB, e o país recuou de forma expressiva no ranking
mundial de complexidade econômica, que mede a capacidade de produzir e exportar bens diversificados e
sofisticados. Em 2025, as indústrias extrativas cresceram 8,6% enquanto a de transformação recuou 0,2%:
passamos a extrair mais e a transformar menos, exportando recursos com pouco processamento e
imp ortando as tecnologias de maior valor. Não é falta de vocação. Essa perda de densidade decorre d e Custo
Brasil, tributação complexa e cumulativa, custo de capital entre os mais altos do mundo, logística cara,
insegurança jurídica e burocracia, agravad a pela fragmentação da agenda pública, em que inovação,
formação, energia e comércio exterior funcionam como políticas separadas quando deveriam apontar para
uma mesma estratégia nacional.
As micro e pequenas empresas desempenham papel relevante na economia brasileira e na geração de
empregos formais, representando quase 60% de todos os empregos criados no primeiro semestre de 2026. No
setor industrial, esses negócios também integram a estru tura produtiva do país, embora muitas micro e
pequenas indústrias enfrentem desafios relacionados à modernização tecnológica, ao acesso a crédito e à
inserção em mercados mais amplos.
Propostas para 2027 – 2030
1. Política industrial como política de Estado
Dar à indústria a continuidade e a coordenação que ela nunca teve, com regras que atravessem governos e uma
direção única para as políticas que hoje andam separadas.
• Promover o desenvolvimento de uma política industrial nacional, garantindo continuidade entre governos.
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• Integrar todas as políticas de inovação, financiamento, ciência e tecnologia e comércio exterior - inclusive com
modernização dos mecanismos de defesa comercial amparados nos compromissos de ESG – sob uma única
estratégia nacional.
• Implantar sistema permanente de avaliação de resultados, metas e indicadores de produtividade.
• Selecionar prioridades nacionais por critérios transparentes: vantagens reais do país, potencial de agregar valor
e risco da dependência externa com apoio sempre condicionado a contrapartida verificável e prazo definido: a
estratégia indica rumos duradouro s, não protege empresas específicas.
2. Fortalecer o investimento produtivo e modernizar a indústria brasileira
Baratear e alongar o capital que moderniza a fábrica, e reconhecer as novas formas de investir, para que
grandes e pequenos possam renovar seu parque produtivo.
• Ampliar significativamente o crédito de longo prazo para investimento produtivo.
• Estabelecer programa definitivo de depreciação acelerada para modernização industrial (PL 473/2026), inclusive
para pequenas e médias empresas.
• Criar um grande programa nacional de renovação e modernização do parque fabril.
• Estimular o investimento privado em automação, digitalização e Indústria 4.0, incluindo o retrofit digital de
máquinas e linhas já existentes.
• Mobilizar mercado de capitais para financiar projetos industriais de longo prazo.
• Assegurar e fortalecer os recursos direcionados para apoio ao investimento produtivo e à inovação tecnológica,
como os destionados ao BNDES por meio do FAT e à FINEP por meio do FNDCT.
3. Colocar inovação e tecnologia no centro do crescimento
Transformar o conhecimento que o Brasil já produz em produtos, produtividade e empresas competitivas, com
o setor privado como protagonista.
• Ampliar de forma consistente os investimentos públicos e privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação,
com trajetória plurianual definida e prestação de contas anual.
• Ampliar o ecossistema de PD&I e o desenvolvimento e extensão em tecnologia e inovação, com integração entre
a EMBRAPII, universidades, institutos de ensino tecnológico e empresas, incluindo uma rede nacional de
fábricas - modelo e plantas - piloto abertas ao u so pelas pequenas e médias indústrias.
• Aprimorar, por meio de políticas públicas, os programas nacionais de inteligência artificial, semicondutores,
robótica e automação industrial, biotecnologia, novos materiais e manufatura avançada, incluindo manufatura
aditiva e construção industrializada e modular.
• Desenvolver a cadeia nacional de bens de capital e automação: máquinas, robôs, sensores, sistemas de controle
e software industrial, elevando a densidade robótica brasileira aos padrões das economias industriais de
referência.
4. Reindustrialização a partir de eixos de oportunidade e transformação produtiva
Concentrar esforços nas cadeias capazes de elevar a produtividade, reduzir dependências e ampliar
exportações, em oito eixos de futuro:
• Segurança energética, transição e indústria de baixo carbono
• Infraestrutura resiliente, mobilidade e cidades
• Computação soberana, conectividade e inteligência produtiva
• Saúde, longevidade e economia do cuidado
• Bioeconomia, alimentos, água e biossegurança
• Minerais estratégicos, novos materiais e circularidade
• Defesa, segurança econômica e tecnologias de uso dual
• Manufatura avançada, bens de capital e automação
Cada eixo, que mobiliza distintas cadeias produtivas, contará com instrumentos específicos de crédito,
inovação, compras públicas, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.
5. Fazer do Estado um parceiro do desenvolvimento
Usar o poder de compra e a encomenda do Estado para criar mercado inicial para a inovação nacional e adensar
a cadeia de fornecedores do país.
• Utilizar o poder de compra governamental para estimular inovação e produção nacional.
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• Priorizar produtos desenvolvidos e fabricados no Brasil, utilizando a valorização da produção e da tecnologia
nacionais como motor para o adensamento tecnológico, com prazo definido e contrapartida de transferência
de tecnologia.
• Expandir as encomendas tecnológicas para áreas estratégicas, criando demanda inicial por soluções nacionais
de automação, robótica e software industrial.
• Estimular maior integração entre grandes e pequenas indústrias, com instrumentos específicos de política
industrial.
• Tratar a carteira de obras de infraestrutura como âncora de demanda da indústria nacional de máquinas,
equipamentos e implementos, com publicação antecipada do cronograma físico, qualificação e certificação de
fornecedores nacionais e financiamento à aquis ição de bens de capital em prazo compatível com o dos contratos
de obra.
6. Liderar a transição energética e a indústria verde
Transformar a liderança ambiental brasileira em liderança industrial, atraindo a produção que o mundo quer
descarbonizar.
• Desenvolver cadeias industriais ligadas à descarbonização.
• Expandir investimentos em hidrogênio de baixa emissão, biometano, combustível sustentável de aviação,
biocombustíveis, baterias e minerais estratégicos.
• Atrair investimentos internacionais intensivos em energia limpa.
• Apoiar projetos industriais de baixa emissão de carbono.
7. Digitalizar a indústria e ampliar o uso da Inteligência Artificial
Acelerar a transformação digital da indústria, com prioridade para as pequenas e médias empresas, e fazer da
inteligência artificial um vetor de produtividade.
• Criar um Programa Nacional de Indústria 4.0 e de IA, com prioridade para as pequenas e médias empresas e
metas de adoção por porte e por setor.
• Oferecer crédito, incentivos e garantias para a aquisição de softwares, equipamentos e soluções de inteligência
artificial.
• Expandir o programa de digitalização, com trilha específica de IA, automação e análise de dados, e apoiar
diretamente as pequenas e médias indústrias por meio de vouchers de digitalização, com diagnóstico de
maturidade, plano de implantação e contrapartida privada.
• Fortalecer a capacitação de empresários e trabalhadores em IA, em parceria com SENAI, EMBRAPII,
universidades e institutos tecnológicos.
• Estimular startups e empresas nacionais desenvolvedoras de soluções de IA para a indústria.
• Ampliar a infraestrutura digital, incluindo 5G, data centers, computação em nuvem e cibersegurança industrial,
inclusive dos sistemas de tecnologia operacional que controlam as plantas.
• Adotar padrões abertos de interoperabilidade industrial como critério no financiamento público, evitando que
a digitalização crie dependência de fornecedores e de sistemas fechados.
• Estimular os gêmeos digitais, a manutenção preditiva e a rastreabilidade de ponta a ponta, apoiados em espaços
de dados industriais setoriais que permitam o compartilhamento seguro de informações entre grandes
empresas e seus fornecedores, com governança c lara e soberania sobre os dados.
8. Modernizar os instrumentos de defesa comercial
Dar ao Brasil práticas de apoio e defesa comercial à altura das adotadas pelas principais economias industriais,
garantindo isonomia sem retorno ao protecionismo.
• Atualizar as exigências de conformidade, com a adoção de critérios que atendam aos compromissos e acordos
internacionais nas áreas ambiental, social e econômica, por exemplo.
• Promover maior cooperação técnica e capacidade de investimento entre Receita Federal do Brasil, ABNT,
INMETRO, instituições de representatividade setorial e agências e órgãos governamentais de controle e
fiscalização.
• Fortalecer e equipar os órgãos de controle alfandegário, com o uso mais intensivo de equipamentos tecnológicos
e de inteligência artificial.
9. Formar trabalhadores para a economia do futuro
Preparar as pessoas para as oportunidades reais de trabalho que a nova indústria cria, com formação técnica
conectada às vocações de cada região.
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• Expandir o ensino técnico e profissional.
• Atualizar os currículos para inteligência artificial, automação, análise de dados industriais, manutenção
preditiva, integração de sistemas, cibersegurança de tecnologia operacional e tecnologias digitais.
• Fortalecer o Sistema S, os institutos federais e as universidades tecnológicas.
• Implantar programa nacional de requalificação profissional.
• Incentivar formação contínua dentro das empresas.
10. Produzir mais no Brasil e competir no mundo
Levar a indústria brasileira às cadeias globais e abrir mercados, preparando - a para as novas exigências do
comércio internacional.
• Inserir a indústria brasileira nas cadeias globais de valor.
• Ampliar exportações de bens manufaturados.
• Atrair investimentos produtivos internacionais.
• Promover acordos internacionais voltados ao comércio, à inovação e à tecnologia.
• Estimular empresas brasileiras a desenvolver tecnologia própria e competir globalmente.
Síntese
Nosso governo acredita que desenvolvimento econômico não se faz escolhendo entre Estado ou mercado.
O Brasil precisa de um Estado eficiente, capaz de coordenar investimentos, reduzir riscos e criar
oportunidades para que o setor privado produza, invista e inove.
Nosso compromisso é construir uma economia moderna, sustentável e competitiva, capaz de recolocar a
indústria como protagonista do crescimento, ampliar a produtividade, gerar empregos qualificados e elevar
a renda das famílias brasileiras.
A nova industrialização será o caminho para um Brasil mais forte, mais inovador e preparado para liderar a
economia do século XXI.
Indicadores de acompanhamento
• Investimento industrial, produtividade e participação da indústria de transformação no PIB.
• Complexidade econômica, conteúdo tecnológico e participação de manufaturados nas exportações.
• Investimento empresarial em PD&I, adoção de inteligência artificial e digitalização por porte de empresa.
• Modernização de pequenas e médias indústrias, acesso a garantias e integração a cadeias de fornecedores.
• Investimento privado adicional mobilizado por real de apoio público e taxa de projetos que chegam à escala
comercial.
• Emprego industrial qualificado, salários, matrículas e conclusão da educação técnica e profissional.
• Intensidade energética, emissões e participação de produtos industriais certificados como de baixo carbono.
COMPROMISSO: construir uma economia moderna, sustentável e competitiva, com um Estado
eficiente que coordene e reduza riscos para que o setor privado produza, invista, inove, gere
empregos qualificados e eleve a renda das famílias brasileiras.