Metodologia
O Qual o meu Candidato não recomenda em quem votar. Ele mostra o quanto as posições conhecidas de cada candidato se parecem com as suas respostas, em quantas perguntas foi possível comparar e de onde veio cada posição, para você conferir.
Em resumo
1. Você responde
Para cada tema, diz se concorda ou discorda e marca o que pesa mais no seu voto.
2. Nós comparamos
Com votos registrados, planos de governo e falas públicas dos candidatos, sempre com fonte.
3. Você confere
Vê o percentual, em quantas perguntas deu para comparar e a fonte de cada posição.
Um exemplo com números
Imagine que você respondeu três perguntas e marcou a da escala 6x1 como «pesa muito no meu voto». Conhecemos a posição de um candidato nas três:
| Tema | Você | Candidato | Concordância | Peso |
|---|---|---|---|---|
| Fim da escala 6x1 | Sim (+2) | Sim (+2) | 100%distância 0 de 4 | 3 (pesa muito) |
| Facilitar porte de armas | Não (−2) | Tendo a sim (+1) | 25%distância 3 de 4 | 2 |
| Privatizar estatais | Depende (0) | Não (−2) | 50%distância 2 de 4 | 2 |
A compatibilidade é a média das concordâncias, com peso maior para o que você marcou como importante:
(100% × 3 + 25% × 2 + 50% × 2) ÷ (3 + 2 + 2) = 64%
Concordar totalmente vale 100%; estar em lados opostos (Sim contra Não) vale 0%. Cada passo de diferença na escala tira 25 pontos.
Como as respostas viram números
Suas respostas e as posições dos candidatos usam a mesma escala de cinco pontos:
- +2Sim
- +1Tendo a sim
- 0Depende / não tenho posição
- −1Tendo a não
- −2Não
- Pesa muito no meu voto: a pergunta conta com peso 3; as demais, com peso 2.
- Prefiro não responder: a pergunta sai do cálculo. Não conta como «Depende».
- Sem posição conhecida do candidato: a pergunta também sai do cálculo dele, nem a favor nem contra. Por isso o resultado sempre diz «comparado em X de Y perguntas».
Ver a fórmula completa
- distância = diferença entre a sua resposta e a posição do candidato (0 a 4).
- peso = 3 para «pesa muito no meu voto», 2 para as demais.
- confiança = grau de certeza da posição (0,5, 0,75 ou 1). Hoje todas as posições publicadas entram com 0,75, então a confiança não muda o resultado.
A ordem do ranking
Um candidato com 100% em uma única pergunta não deve ficar acima de outro com 86% em nove: uma concordância só diz pouco. Por isso, para ordenar, o percentual de quem foi comparado em poucas perguntas é aproximado de 50%, como se houvesse mais três perguntas neutras.
100% em 1 pergunta
vale 62,5 para ordenar
86% em 9 perguntas
vale 77 para ordenar e fica acima
Esse valor é a pontuação que aparece em destaque em cada candidato, e o ranking segue ela. Ao lado, mostramos a compatibilidade real e a credibilidade do resultado: baixa quando há menos de 3 perguntas comparadas ou conhecemos a posição do candidato em menos de 40% das suas respostas; alta com 6 ou mais perguntas, 70% de cobertura e fontes de boa confiança; média nos demais casos.
De onde vêm as posições
Nenhuma posição é publicada sem uma fonte que você possa abrir. No resultado, «Por que este percentual?» mostra, pergunta por pergunta, a sua resposta, a posição do candidato e o link da fonte.
Votos registrados
Votações nominais da Câmara dos Deputados, do Senado e de Assembleias Legislativas, dos dados abertos oficiais. Cada voto só é usado quando a proposta votada trata do mesmo assunto da pergunta; a explicação da ligação aparece junto do voto.
Planos de governo
Trechos dos planos entregues ao TSE por candidatos a presidente e governador, com o número da página.
Declarações públicas
Entrevistas, debates e discursos publicados na imprensa e em outros sites. Usamos ferramentas de inteligência artificial para encontrar as matérias e ler os trechos, mas nada é publicado só pela IA. A declaração só vale quando:
- é fala do próprio candidato, entre aspas (texto do jornalista não conta);
- trata diretamente do tema da pergunta, confirmado por uma segunda leitura;
- a citação é encontrada, palavra por palavra, no texto da página de origem.
Falas do partido, de aliados ou do governo não contam como posição do candidato. Votos e plano de governo têm precedência sobre declarações.
Cadastro, números de urna e fotos vêm do DivulgaCandContas do TSE; votos, dos dados abertos da Câmara e do Senado. Os dados são baixados e conferidos antes de entrar no site; a sua navegação não consulta esses serviços.
Candidatos sem dados
Quem concorre pela primeira vez, sem mandato, não tem votações registradas e quase nunca deu entrevistas sobre os temas do quiz. Esses candidatos não entram no ranking, porque não há como calcular a compatibilidade sem nenhuma posição conhecida.
Para não deixá-los de fora, o resultado mostra à parte a tendência do partido: a compatibilidade com a posição média dos candidatos do mesmo partido que têm posições conhecidas. Ela aparece com aviso claro, porque não é a posição do candidato, que pode pensar diferente do partido. A tendência nunca entra no ranking.
Você pode procurar qualquer candidato pelo nome, abrir o perfil dele e colocá-lo na sua colinha.
O que o site não faz
- Não recomenda candidatos nem partidos. Mostra proximidade de ideias, com evidência.
- Não tem vínculo com partidos, campanhas ou candidatos, e não aceita conteúdo pago.
- Não usa o partido como prova da posição de um candidato.
- Não pede cadastro nem guarda suas respostas: elas ficam só no seu aparelho. Veja a política de privacidade.
Limitações
- Compatibilidade não mede a qualidade do mandato, a honestidade ou a competência de ninguém.
- As posições conhecidas são as que encontramos com fonte. Um candidato pode ter falado sobre um tema em lugar que não alcançamos, ou ter mudado de ideia depois.
- Um voto resume uma proposta inteira em «sim» ou «não»: a pessoa pode ter votado por um detalhe do texto, e não pelo tema principal.
- Candidatos mais conhecidos têm mais dados, o que pode deixar o resultado deles mais completo.
Encontrou um erro?
Se uma posição estiver errada ou faltar uma fonte, conte para a gente. Toda sugestão é conferida antes de entrar no site.
Ou escreva para [email protected].