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• Percepção de segurança, confiança nas instituições e redução da vitimização (proporção de pessoas que foram
vítimas de algum crime em determinado período) .
COMPROMISSO: devolver ao cidadão o direito de viver sem medo e ao Estado o controle de seus
territórios, prisões, fronteiras e recursos, com firmeza, inteligência e respeito à lei.
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TEMA 7 · AGRONEGÓCIO
Sumário executivo
O agronegócio será tratado como plataforma de liderança global do Brasil em alimentos,
bioenergia, biotecnologia e sustentabilidade. O país já é potência produtiva, mas perde renda
com logística cara, dependência de fertilizantes e máquinas, baixa cobertur a de seguro,
insegurança fundiária e barreiras comerciais. O plano busca elevar produtividade e valor
agregado sem expansão ilegal da fronteira, recuperar pastagens, modernizar crédito e seguro,
fortalecer agricultura familiar, defesa sanitária, irrigação, armazenagem, pesquisa e diplomacia
comercial.
A política agrícola será previsível e construída com produtores de todos os portes. Crédito
público será mais focalizado em redução de risco, inovação, infraestrutura e sustentabilidade,
enquanto mercado de capitais e seguro ampliarão a escala do financiam ento. O Brasil defenderá
sua produção com ciência, rastreabilidade e presença internacional, sem aceitar protecionismo
disfarçado de exigência ambiental.
Diagnóstico
O Brasil reúne condições raras no cenário mundial: capacidade produtiva, ciência tropical, energia renovável
de base biológica, biodiversidade e escala. Em um momento em que segurança alimentar, transição
energética e produção sustentável passaram a ocupar o centro da agenda internacional, o país pode exercer
liderança simultânea nessas três frentes.
Essa oportunidade, porém, ainda é aproveitada de forma fragmentada. As políticas de agricultura, energia,
ciência, meio ambiente, infraestrutura, indústria e comércio exterior não atuam sob uma estratégia comum.
Dentro da propriedade, o produtor brasileiro demonstrou capacidade de competir; fora dela, enfrenta crédito
instável, seguro insuficiente, logística cara, dependência de fertilizantes importados, insegurança jurídica e
dificuldade para converter sustentabilidade em acesso a mercados e maior valor pa ra sua produção.
O próximo ciclo de crescimento dependerá principalmente de produzir mais e melhor nas áreas já abertas.
Recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura - pecuária - floresta, irrigação, inteligência
territorial, agricultura digital, bioinsumos e melhor amento genético permitirão elevar a produtividade e a
renda por hectare, ao mesmo tempo que reduzem a pressão sobre a biodiversidade. A Embrapa, responsável
por parte decisiva da transformação da agricultura tropical, deverá ocupar posição central nessa no va etapa.
Propostas para 2027 – 2030
1. Adotar a biocompetitividade como estratégia nacional
Integrar alimentos, bioenergia, biotecnologia, ciência e sustentabilidade em uma política nacional de longo
prazo. Estabelecer estratégias decenais para proteínas, grãos, biocombustíveis e bioinsumos e projetar
internacionalmente a vantagem competitiva bra sileira por meio de uma marca - país.
2. Produzir mais nas áreas já abertas
Aprofundar programas de recuperação de pastagens degradadas e ampliar o financiamento aos sistemas de
integração lavoura - pecuária - floresta. Utilizar satélites, inteligência artificial e extensão rural digital para
orientar o uso do solo e elevar a eficiênc ia produtiva por hectare.
Estabelecer metas de conectividade rural até 2030 e apoiar a modernização do parque de máquinas e
implementos agrícolas, com crédito e redução do custo de capital, integrando máquinas, sensores e
plataformas digitais para ampliar a agricultura de precisão e a eficiência operacional no campo.
3. Transformar o agro em infraestrutura energética estratégica
Elaborar um Plano Decenal de Bioenergia que integre etanol, biodiesel, biometano e bioeletricidade.
Consolidar o marco regulatório do biometano, ampliar o uso de combustível sustentável de aviação e
financiar projetos de bioenergia integrados às propriedad es rurais. Ampliar a produção de combustíveis de
baixa emissão, incluindo combustível sustentável de aviação, combustíveis marítimos e hidrogênio de baixa
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emissão, e harmonizar as metodologias de Análise de Ciclo de Vida com padrões internacionais, atuando nos
fóruns competentes para que a sustentabilidade dos biocombustíveis brasileiros seja reconhecida nos
mercados globais.
4. Construir uma nova arquitetura de financiamento do agro
Direcionar os recursos públicos prioritariamente para garantias, seguro, redução de riscos e investimentos
em irrigação e armazenagem. Criar um fundo garantidor para o crédito agrícola privado e dar previsibilidade
ao financiamento das safras e dos projeto s de longo prazo. Estruturar um Plano Safra plurianual, com
horizonte de cinco anos, para dar previsibilidade e planejamento de longo prazo ao setor produtivo.
5. Consolidar o agro no mercado de capitais
Padronizar e fortalecer os instrumentos de financiamento, incluindo CRA, Fiagro, debêntures e securitização.
Assegurar estabilidade aos contratos e à cessão de recebíveis, aproximando o setor dos investidores
institucionais e dos mercados internacionais de capital. Ampliar o uso da Cédula de Produto Rural e demais
instrumentos de mercado como complemento, e não substituto, do crédito oficial, que permanece essencial
à competitividade do setor.
6. Fazer do seguro rural uma política permanente
Estruturar um sistema nacional de seguro rural com participação pública e privada, vinculado à política de
crédito. Desenvolver resseguro para eventos climáticos extremos e seguros paramétricos baseados em
índices e monitoramento por satélite, com indeniza ções mais rápidas e objetivas. Modernizar o Programa de
Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, incorporar o seguro de renda e reestruturar e regulamentar o Fundo
de Catástrofe, reduzindo a dependência de contingenciamentos orçamentários.
7. Integrar a infraestrutura do campo aos mercados
Organizar ferrovias, hidrovias, rodovias, portos e armazenagem em corredores logísticos estratégicos.
Estabelecer um programa decenal para a logística do agronegócio, assegurar manutenção permanente das
hidrovias e ampliar a capacidade de armazenagem próxi ma às regiões produtoras. Priorizar obras
estruturantes de escoamento, como a Ferrogrão, a Ferrovia Norte - Sul, a Fiol, a Malha Norte, a BR - 163 e as
hidrovias do Centro - Oeste e do Norte.
8. Reduzir a dependência externa de fertilizantes e insumos
Executar o Plano Nacional de Fertilizantes, ampliando a produção interna de potássio e nitrogenados e
diversificando os fornecedores internacionais. Estruturar um programa nacional de bioinsumos para
substituir parte dos insumos importados por soluções de base biológica. Incentivar a instalação, a
modernização e a ampliação de plantas formuladoras de defensivos e estimular a produção nacional de
ingredientes ativos estratégicos, reduzindo a dependência das importações e elevando a segurança de
suprimento.
9. Fortalecer a Embrapa e a inovação agropecuária
Garantir planejamento plurianual e estabilidade de recursos para a Embrapa. Implantar um Programa
Nacional de Biotecnologia Tropical, criar centros de excelência em inteligência artificial aplicada ao agro e
modernizar as regras para edição genética e nova s técnicas de melhoramento. Fortalecer o melhoramento
genético vegetal e animal, com cultivares adaptadas às mudanças climáticas e resistentes a estresses hídricos,
térmicos e fitossanitários, e apoiar a pesquisa em microbioma e aditivos que elevem a efici ência da pecuária
e reduzam as emissões de metano entérico, organizando os centros de excelência em polos regionais segundo
as vocações produtivas de cada região.
10. Converter sustentabilidade em vantagem comercial
Concluir a validação do Cadastro Ambiental Rural e implantar um sistema nacional de rastreabilidade da
propriedade ao consumidor. Desenvolver o Selo Brasil Sustentável, ampliar o pagamento por serviços
ambientais e estruturar certificação brasileira confiá vel para créditos de carbono.
11. Reforçar a governança, a defesa sanitária e a inteligência de mercado
Estruturar coordenação central da política agrícola, com mandato transversal e articulação permanente
entre agricultura, energia, comércio exterior, meio ambiente e indústria. Fortalecer os sistemas federal e
estaduais de defesa sanitária, integrar a rastr eabilidade animal e vegetal e criar um observatório nacional de
dados produtivos. Ampliar a rede de laboratórios de diagnóstico e modernizar a vigilância epidemiológica
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com inteligência artificial e monitoramento em tempo real, elevando a agilidade na detecção e na contenção
de focos.
A modernização da defesa agropecuária em Goiás, com ampliação dos serviços digitais, integração de
informações e reconhecimento sanitário internacional, mostra que instituições técnicas fortalecidas
protegem a produção e abrem mercados.
12. Abrir mercados e garantir segurança para produzir
Diversificar as exportações para o Sudeste Asiático, Oriente Médio, África e mercados de maior valor,
reforçando os adidos agrícolas e uma comunicação internacional baseada em ciência, sustentabilidade e
segurança alimentar. Ao mesmo tempo, dar estabilidad e ao Código Florestal, avançar na regularização
fundiária, simplificar o licenciamento de atividades de baixo impacto e criar soluções institucionais para os
conflitos territoriais, com mediação, convivência produtiva e indenização justa quando devida. Amp liar a
rede de acordos comerciais, sanitários e fitossanitários para abrir novos mercados, consolidar os existentes
e reduzir barreiras às exportações.
Síntese
Nosso compromisso é transformar a força da agricultura em um projeto nacional de desenvolvimento. O
Brasil produzirá mais nas áreas já abertas, fortalecerá a Embrapa, protegerá o produtor contra riscos,
reduzirá custos, agregará valor e conquistará novos m ercados.
A experiência de Goiás mostra que, quando o governo organiza as instituições, garante segurança e trabalha
ao lado de quem produz, o agro gera crescimento, oportunidades e reconhecimento internacional.
Indicadores de acompanhamento
• Produtividade por hectare e área recuperada ou integrada, sem desmatamento ilegal.
• Cobertura de seguro rural e participação de crédito privado e mercado de capitais.
• Capacidade de armazenagem, área irrigada eficiente e custo logístico.
• Dependência de fertilizantes e participação de bioinsumos nacionais.
• Renda da agricultura familiar, cooperativismo e acesso à assistência técnica.
• Abertura de mercados, diversificação exportadora e status sanitário.
• Validação do CAR e regularização fundiária e ambiental.
COMPROMISSO: consolidar o Brasil como potência de alimentos, energia e sustentabilidade,
gerando renda no campo, segurança alimentar no país e liderança nos mercados mundiais.
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TEMA 8 · CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Sumário executivo
Ciência, tecnologia, inovação e transformação digital serão bases do desenvolvimento, da
produtividade e da soberania. O Brasil tem universidades, institutos, empresas e instrumentos
relevantes, mas ainda opera com instabilidade, fragmentação e baixa conve rsão de
conhecimento em produtos, empresas e empregos. O plano dará previsibilidade ao
financiamento, modernizará os incentivos à inovação, aproximará pesquisadores e empresas e
organizará missões nacionais em tecnologias críticas.
A agenda digital combinará capacidade e regras: conectividade significativa, infraestrutura
computacional, dados de qualidade, energia limpa, talentos, cibersegurança e governança
coordenada. Data centers terão ambiente tributário competitivo e contraparti das ambientais,
tecnológicas e sociais; a inteligência artificial será regulada segundo usos e riscos concretos; e o
país criará condições para competir em serviços digitais, semicondutores, sistemas autônomos,
espaço e infraestrutura pública digital.
Diagnóstico
O atraso brasileiro em ciência e tecnologia não vem da falta de capacidade, mas da falta de continuidade. O
país gera conhecimento de ponta, porém interrompe o próprio esforço a cada ciclo orçamentário e a cada
governo. Sem continuidade não há colheita: pe squisa iniciada não vira produto, talento formado não
encontra onde ficar e empresas inovadoras não conseguem planejar investimentos de longo prazo.
O Brasil não parte do zero. Construiu uma indústria aeronáutica de classe global, tornou - se referência na
produção de alimentos, dominou a exploração de petróleo em águas ultraprofundas, foi pioneiro nos
biocombustíveis e criou o PIX, o gov.br e o open fin ance. Onde houve visão, método e continuidade,
entregamos tecnologia própria, produtividade e bons empregos. Ainda assim, um dos maiores sistemas de
ciência do hemisfério sul não se converte em inovação empresarial na proporção devida.
Investimos em pesquisa pouco mais de 1% do PIB, contra uma média de 2,7% nos países da OCDE, e o
financiamento é instável. A participação privada é inferior à dos países líderes, pressionada por custo de
capital elevado, insegurança jurídica e instrumentos que ainda alcançam poucas empresas, especialmente
pequenas e médias. O resultado é baixa transformação de pesquisa em escala, mercado e exportação.
Na economia digital, cobertura não significa conectividade real. Milhões de brasileiros acessam a internet
apenas por celular, com franquia limitada, aparelho inadequado e pouca habilidade digital. Fibra, backhaul,
redes móveis de qualidade e conectividade de escolas, unidades de saúde, áreas rurais, Amazônia e pequenos
municípios continuam desiguais. Como o próprio Estado se digitalizou, quem está mal conectado também
está mal atendido.
A inteligência artificial reorganiza a competitividade das nações e depende de quatro insumos que o Brasil
precisa assegurar: computação, dados, talento e energia. Temos matriz elétrica majoritariamente renovável,
litoral conectado por cabos submarinos e u m grande mercado, mas tributamos intensamente os
equipamentos de data centers, importamos semicondutores e boa parte da tecnologia crítica e ainda não
usamos nossos dados públicos como ativo estratégico com governança, segurança e valor para a sociedade.
Também faltam coordenação e previsibilidade. A governança digital está dispersa; a cibersegurança ainda é
tratada de modo fragmentado; a tributação da exportação de serviços digitais produz controvérsias; e a
regulação de inteligência artificial, plataform as e mercados digitais corre o risco de gerar custo sem criar
capacidade. Direitos, concorrência e segurança precisam ser protegidos por lei, com devido processo,
transparência e espaço para inovação.
Nosso compromisso é construir um país que domine as tecnologias de que depende, forme e retenha os
talentos que gera e converta conhecimento em riqueza no próprio território. Ciência será tratada como
investimento de longo prazo; a iniciativa privada será protagonista da inovação; e o Estado atuará como