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pactuação permanente com os municípios e revisão a cada ciclo. O monitoramento incluirá o
acompanhamento da evolução socioeconômica das famílias atendidas, medindo o impacto real das ações
na redução da vulnerabilidade. A revisão do plano ajustará as prioridades de acordo com as novas demandas
sociais e as crises emergenciais, garantindo que a rede de proteção seja ágil e eficaz.
Seção 21 — Mulher, Infância, Juventude, Pessoas com Deficiência e
Neurodesenvolvimento
Onde estamos: A violência contra a mulher ainda cobra vidas e deixa marcas profundas em milhares de
famílias paraibanas todos os anos. A desigualdade de gênero no mercado de trabalho limita a autonomia
econômica das mulheres, especialmente das mães solo. Crianças e jovens enfrentam riscos que vão desde a
desnutrição até a exploração. As pessoas com deficiência e com condições do neurodesenvolvimento, como
o autismo e a paralisia cerebral, ainda encontram barreiras imensas para acessar saúde, educação e lazer,
deixando as famílias, principalmente as mães cuidadoras, em uma situação de isolamento e sobrecarga
extrema.
Principais desafios: Proteger a vida das mulheres e garantir sua independência econômica; cuidar da
primeira infância; ampliar oportunidades para a juventude; e garantir inclusão e suporte às pessoas com
deficiência e suas famílias. O desafio é criar uma rede de cuidado que seja verdadeiramente inclusiva e
acessível. A falta de centros especializados de atendimento ao neurodesenvolvimento no interior obriga as
famílias a deslocamentos exaustivos. Além disso, o preconceito e a falta de acessibilidade física e
comunicacional impedem a participação plena dessas pessoas na vida social e produtiva do Estado.
Caminho proposto: Estruturar políticas integradas por eixo: mulheres, infância, juventude e inclusão, com
programas próprios e metas claras: redução da violência, autonomia financeira das mulheres, proteção da
infância, qualificação dos jovens e inclusão plena das pessoas com deficiência, com atenção às condições do
neurodesenvolvimento. A estratégia inclui a criação de Centros de Referência em Neurodesenvolvimento
regionalizados, o fortalecimento das Delegacias da Mulher e das Casas Abrigo, e a implementação de cotas
e incentivos para a contratação de jovens e pessoas com deficiência no serviço público e nas empresas
parceiras.
Implementação, monitoramento e revisão: A rede de proteção será integrada entre Estado e municípios,
com protocolos únicos de atendimento. Os indicadores de violência, inclusão escolar e acesso a terapias
serão acompanhados publicamente, e o plano será revisado com os conselhos e as famílias a cada ciclo. O
monitoramento contará com a participação ativa das associações de pais e de mulheres, garantindo que as
políticas públicas respondam às necessidades reais. A revisão do plano ajustará as ações de acordo com os
avanços científicos e as demandas por novos serviços de suporte e inclusão.
Seção 22 — Cultura
Onde estamos: A Paraíba tem uma riqueza cultural reconhecida mundialmente — do forró ao cordel, do
teatro ao cinema, do artesanato à gastronomia. Nossa cultura é nossa maior marca e uma economia criativa
pujante que já gera milhares de empregos. No entanto, a produção cultural ainda é muito concentrada na
capital e em Campina Grande, e muitos artistas do interior vivem na invisibilidade. O acesso ao fomento
público ainda é burocrático e dependente de editais complexos que muitas vezes excluem os mestres da
cultura popular e os pequenos produtores independentes. Nosso patrimônio histórico também sofre com a
falta de manutenção e uso sustentável.
Principais desafios: Interiorizar o acesso à cultura; profissionalizar os trabalhadores do setor; preservar o
patrimônio material e imaterial; e modernizar a gestão cultural. O desafio é transformar a cultura de um
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setor de "eventos" em um setor econômico estruturado. A falta de espaços culturais adequados no interior,
como teatros, cinemas e centros de artesanato, limita a circulação da produção e o acesso da população.
Além disso, a memória cultural paraibana corre o risco de se perder sem uma política agressiva de
digitalização e preservação dos nossos acervos e saberes tradicionais.
Caminho proposto: Tratar a cultura como política de Estado; criar uma rede cultural itinerante que chegue
a todos os municípios; fortalecer o fomento à economia criativa; implantar um sistema integrado de gestão;
e lançar um programa de identidade paraibana que una cultura, patrimônio e turismo. A estratégia foca na
descentralização dos recursos, no apoio à formação técnica de produtores e artistas, e na transformação de
prédios históricos em centros de inovação cultural. Queremos que a cultura seja vista como um ativo
estratégico para o desenvolvimento social e econômico, gerando orgulho e renda para o povo paraibano.
Implementação, monitoramento e revisão: As metas de acesso, emprego cultural e preservação serão
acompanhadas por indicadores públicos. O plano será revisado com os fazedores de cultura de todas as
regiões a cada ciclo. O monitoramento incluirá o mapeamento da cadeia produtiva da cultura e o impacto
dos festivais e editais na economia local. A revisão do plano ajustará as formas de fomento e as prioridades
de preservação de acordo com as novas tendências da economia criativa e as demandas por democratização
do acesso aos bens culturais em todo o território estadual.
Seção 23 — Esporte e Lazer
Onde estamos: A prática esportiva na Paraíba ainda é muito concentrada nas grandes cidades e em clubes
privados, enquanto o sedentarismo cresce em todas as faixas etárias, aumentando os riscos de doenças
crônicas. Há uma clara desigualdade de gênero na atividade física: as meninas e mulheres se movimentam
menos por falta de espaços seguros e programas específicos. O esporte de alto rendimento, embora revele
talentos olímpicos e paralímpicos, ainda carece de um apoio estruturado e contínuo, dependendo muitas
vezes apenas do esforço individual dos atletas e de suas famílias. O lazer público, especialmente no interior,
resume-se a praças muitas vezes mal conservadas.
Principais desafios: Levar esporte e lazer a todos os municípios; tratar a atividade física como política de
saúde; garantir equidade de gênero; e profissionalizar a gestão do esporte. O desafio é democratizar o acesso
ao esporte como direito social. A falta de infraestrutura esportiva nas escolas e comunidades impede que o
esporte cumpra seu papel de inclusão social e prevenção à violência. Além disso, a falta de profissionais de
educação física qualificados para atuar no esporte comunitário e no paradesporto limita o alcance das
políticas públicas de lazer e bem-estar.
Caminho proposto: Universalizar o acesso ao esporte; integrar a atividade física à atenção primária à saúde;
incentivar as meninas no esporte e estruturar o paradesporto permanente; ampliar o apoio aos talentos; e
profissionalizar a gestão com dados e captação de recursos. A estratégia inclui a construção de complexos
esportivos regionais, o fortalecimento dos jogos escolares e a criação de programas de esporte nos bairros,
com foco na saúde do idoso e na inclusão de pessoas com deficiência. Queremos que o esporte seja uma
ferramenta de transformação de vidas e de promoção da saúde em toda a Paraíba.
Implementação, monitoramento e revisão: Os indicadores de prática esportiva e inclusão serão
acompanhados publicamente. O plano será revisado com atletas, federações e municípios a cada ciclo. O
monitoramento contará com o acompanhamento do desempenho dos atletas bolsistas e o impacto dos
programas comunitários na redução de indicadores de doenças ligadas ao sedentarismo. A revisão do plano
ajustará os investimentos em infraestrutura e fomento de acordo com as vocações esportivas de cada região
e as novas demandas por modalidades emergentes e lazer ativo.
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Seção 24 — Proteção e Bem-Estar Animal
Onde estamos: A Paraíba ainda não possui uma política estadual de proteção animal consolidada e
abrangente. A superpopulação de animais abandonados nas ruas é uma realidade em quase todos os
municípios, gerando riscos sanitários para a população e sofrimento para os animais. Os serviços públicos
de atendimento veterinário gratuito são raros, e a responsabilidade pelo resgate e cuidado acaba recaindo
quase inteiramente sobre protetores independentes e ONGs, que estão sobrecarregados e sem recursos. A
falta de educação para a guarda responsável e a impunidade em casos de maus-tratos ainda são problemas
graves que precisam ser enfrentados com urgência.
Principais desafios: Instituir a política como política de Estado; ampliar a castração e o atendimento
veterinário público; conhecer a realidade por dados; e fortalecer a rede de proteção com os municípios. O
desafio é integrar a proteção animal à agenda de saúde pública e meio ambiente. A falta de um censo animal
impede o planejamento de ações eficazes de controle populacional. Além disso, a resistência cultural à
castração e a falta de punição efetiva para o abandono dificultam a redução do número de animais nas ruas,
perpetuando um ciclo de negligência e zoonoses.
Caminho proposto: Instituir a política estadual de proteção e bem-estar animal; implantar programa amplo
de castração; estruturar uma rede regionalizada de atendimento veterinário público; criar o registro e o
observatório do bem-estar animal; e atuar na lógica de saúde única, entendendo que cuidar dos animais
também é cuidar das pessoas. A estratégia foca na parceria com clínicas privadas e universidades, no apoio
financeiro e técnico às ONGs e na implementação de unidades móveis de castração (castramóveis) que
percorram todo o Estado, priorizando as áreas de maior vulnerabilidade social e abandono.
Implementação, monitoramento e revisão: O plano será executado em fases, com parcerias com
universidades e municípios. Os indicadores de castração, atendimento e registro serão acompanhados
publicamente, com revisão a cada ciclo. O monitoramento incluirá o acompanhamento das denúncias de
maus-tratos e a eficácia das campanhas de adoção e educação. A revisão do plano ajustará as metas de
controle populacional e a oferta de serviços veterinários de acordo com os dados do observatório,
garantindo que a Paraíba se torne um estado referência em respeito e cuidado com a vida animal.
PARTE V — SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA CIVIL
De nada adianta um Estado que organiza, produz, conecta e cuida, se as pessoas não se sentirem seguras
em suas casas, ruas e comunidades. Esta parte trata da proteção da vida e do patrimônio, da valorização de
quem protege e da capacidade de responder aos desastres que atingem o território. É a última parte, mas
não a menos importante: é a garantia de que tudo o que o plano propõe será construído sobre uma base de
paz e segurança.
Seção 25 — Segurança Pública e Defesa Civil
Onde estamos: A Paraíba avançou na redução de alguns indicadores de violência letal, mas os crimes
patrimoniais, o tráfico de drogas e a violência sexual ainda crescem em várias regiões. Há uma carência
histórica de efetivo em todas as forças de segurança: Polícia Militar, Civil, Bombeiros e Polícia Penal. O
sistema prisional opera acima de sua capacidade, dificultando a ressocialização e facilitando a atuação de
facções. A defesa civil, embora atuante, ainda não alcança todos os municípios com a estrutura necessária
para a prevenção de desastres naturais, como secas extremas ou inundações repentinas.
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Principais desafios: Valorizar os profissionais de segurança; fortalecer a inteligência e a investigação;
modernizar a infraestrutura; superar a superlotação com ressocialização; e estruturar a defesa civil para
prevenir e responder a desastres. O desafio é integrar as forças e usar a tecnologia como multiplicadora de
forças. A falta de equipamentos modernos, de viaturas adequadas e de suporte psicológico e legal para os
policiais compromete a eficiência do serviço. Além disso, a impunidade em crimes de "colarinho branco" e a
falta de oportunidades para egressos do sistema prisional alimentam o ciclo da criminalidade.
Caminho proposto: Valorizar as carreiras da segurança, com atenção à saúde mental e às condições de
trabalho; ampliar o uso de inteligência e investigação para desarticular o crime organizado; regionalizar as
unidades prisionais com foco em ressocialização e trabalho retirando-as das áreas urbanas; e implantar uma
rede estadual de defesa civil, com bases regionais, alerta antecipado e prevenção no semiárido. A estratégia
foca na "Polícia de Proximidade", no fortalecimento da perícia criminal e no uso de videomonitoramento
inteligente. Queremos uma segurança que proteja o cidadão respeitando os direitos humanos, e uma defesa
civil que salve vidas através da prevenção e da resposta rápida.
Implementação, monitoramento e revisão: As metas de redução da violência e de fortalecimento da defesa
civil serão pactuadas com os municípios e acompanhadas por indicadores públicos. O plano será revisado a
cada ciclo, com transparência total dos resultados. O monitoramento contará com estatísticas criminais
atualizadas em tempo real e auditorias externas da atividade policial. A revisão do plano ajustará as
estratégias de policiamento e as áreas de risco da defesa civil de acordo com as manchas criminais e os
eventos climáticos, garantindo que a Paraíba seja um estado seguro para viver, trabalhar e investir.
FECHAMENTO — COMPROMISSO FINAL
Este plano termina como começou: com uma palavra que vale mais que promessas — compromisso .
Assumimos o compromisso de governar a Paraíba com honestidade, método e proximidade. De ouvir antes
de decidir e de explicar depois de agir. De tratar o dinheiro público com absoluto respeito e extrema
responsabilidade, de valorizar quem trabalha e de abrir portas para quem empreende. De cuidar de cada
criança, de cada jovem, de cada mulher, de cada pessoa com deficiência, de cada família que espera do
Estado o que a vida sozinha não deu.
Sabemos que um plano é apenas papel se não houver quem o cumpra com seriedade. Por isso, não
prometemos perfeição: prometemos presença. Presença nas estradas, nas escolas, nos hospitais, nas feiras,
nas comunidades. Presença para cobrar e para prestar contas. E muito perto de quem mais precisa.
Este Plano de Governo não pertence a nós. Pertence à Paraíba. E é por isso que ele não termina em 2030:
ele deixa raízes, políticas que permanecem, estruturas que resistem e uma forma de governar que coloca o
interesse público acima de tudo.
Convidamos cada paraibana e cada paraibano a caminhar conosco neste novo tempo. Não como
espectadores, mas como partícipes. Porque a Paraíba que queremos não será obra de dois nomes: será obra
de um povo inteiro.
A Paraíba pode mais. E nós vamos fazer, juntos.
Efraim Filho Nayana Pontes
Candidato a Governador Candidata a Vice-Governadora
João Pessoa, 05 de agosto de 2026