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inovar seja compartilhado e o sucesso seja celebrado como uma conquista de toda a sociedade paraibana,
gerando empregos de alta qualificação.
Implementação, monitoramento e revisão: Os polos regionais serão ativados por fases, com participação
ativa de universidades e empresas locais. Indicadores de ecossistema — novos negócios, empregos de
tecnologia, projetos financiados — serão acompanhados publicamente e o plano será revisado com os atores
locais a cada ciclo. Essa governança descentralizada permite que cada região dite o ritmo de sua própria
inovação, garantindo que as soluções propostas sejam aderentes à realidade local e sustentáveis
economicamente.
PARTE II — DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TRABALHO
Uma Paraíba que produz é uma Paraíba que gera renda, emprego e dignidade. Esta parte apresenta a visão
econômica do plano: primeiro a estratégia macro, que define o rumo do desenvolvimento; depois os setores
produtivos, que movem a economia do campo, das cidades e do litoral; e, ao final, as políticas de trabalho e
qualificação, que fazem a ponte entre crescer e incluir. É assim que o Estado que se organiza se torna um
Estado que produz e que reparte com sua gente os frutos desse crescimento.
Seção 5 — Desenvolvimento Econômico
Onde estamos: A Paraíba é um Estado com alguma renda, mas com produção insuficiente. A participação
da economia paraibana no cenário nacional vem caindo, a indústria perdeu força ao longo da última década
e o Estado ainda depende fortemente de transferências federais. Esse modelo de dependência limita nossa
autonomia e nos torna vulneráveis a crises externas. Precisamos resgatar o orgulho da produção paraibana,
transformando nosso potencial logístico e energético em riqueza real que circule dentro das nossas
fronteiras.
Principais desafios: O alto custo de fazer negócios no Estado; a dependência logística de outros estados para
exportar; a infraestrutura digital insuficiente e a baixa geração de empregos formais. O empresário
paraibano enfrenta gargalos que vão desde a carga tributária complexa até a falta de estradas de qualidade
para escoar sua produção. Além disso, a falta de uma marca forte da "Paraíba" no mercado externo dificulta
a atração de investimentos estrangeiros diretos que poderiam acelerar nossa industrialização.
Caminho proposto: Reduzir o custo de fazer negócios, com liberdade econômica e competitividade
tributária; reinserir a Paraíba no comércio internacional; reindustrializar com foco em novas vocações;
aproveitar a energia limpa como ativo econômico e desenvolver cada região a partir de suas potencialidades.
A estratégia foca em nichos de alto valor agregado, como a tecnologia da informação, as energias renováveis
e o agronegócio inteligente, criando distritos industriais modernos que ofereçam infraestrutura de ponta e
segurança jurídica para o investidor.
Implementação, monitoramento e revisão: Um conjunto de programas será executado em fases anuais, da
estruturação à escala. O crescimento da economia, a geração de empregos e a desconcentração regional
serão acompanhados por indicadores públicos, com revisão periódica das prioridades. O monitoramento
será feito através de um conselho de desenvolvimento econômico que reunirá governo, academia e setor
produtivo, garantindo que as políticas públicas estejam alinhadas com as demandas reais do mercado e as
necessidades da população.
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Seção 6 — Empreendedorismo e Ambiente de Negócios
Onde estamos: Abrir uma empresa ainda é mais difícil do que deveria, e a informalidade atinge parcela
muito grande dos trabalhadores, com peso ainda maior entre as mulheres. O acesso ao crédito é limitado, e
a atividade econômica se concentra em poucos centros urbanos. O pequeno empreendedor, que é quem
mais gera empregos na Paraíba, muitas vezes se sente desamparado pelo Estado, enfrentando uma selva de
taxas e exigências que desencorajam a formalização e o crescimento do negócio.
Principais desafios: Desburocratizar de verdade; ampliar o crédito para pequenos negócios; formalizar quem
empreende; e levar oportunidades de negócio para o interior. O desafio é transformar o Estado de um
fiscalizador punitivo em um orientador proativo. A falta de garantias reais impede que o
microempreendedor acesse linhas de crédito bancário tradicionais, mantendo-o preso a um ciclo de baixa
produtividade e falta de investimento em inovação ou expansão física de sua atividade.
Caminho proposto: Reduzir drasticamente o tempo e a burocracia para abrir e operar uma empresa; instalar
estruturas de apoio ao empreendedor próximas das associações comerciais e das comunidades; criar um
fundo de garantia para viabilizar crédito; dedicar um programa específico ao empreendedorismo feminino;
e interiorizar o desenvolvimento por vocação. A ideia é criar o "Poupatempo do Empreendedor", onde tudo
seja resolvido em um só lugar, de forma rápida e digital, permitindo que o cidadão foque no que sabe fazer:
trabalhar e gerar riqueza.
Implementação, monitoramento e revisão: A rede de atendimento será implantada com os municípios e as
entidades empresariais. Indicadores de abertura de empresas, formalização e acesso ao crédito serão
monitorados publicamente, e as ações serão ajustadas a cada ciclo com base nos resultados. A revisão do
plano incluirá rodadas de escuta com micro e pequenos empresários para identificar novos gargalos e ajustar
as políticas de incentivo, garantindo que o ambiente de negócios permaneça competitivo e acolhedor.
Seção 7 — Agropecuária
Onde estamos: O campo paraibano tem força e vocação reconhecidas, com cadeias produtivas em
expansão, mas enfrenta a realidade do semiárido: a vulnerabilidade hídrica limita a produção, a
produtividade ainda é baixa em muitas culturas e a agroindústria sofre com a informalidade. Apesar disso, o
produtor paraibano é um exemplo de resiliência, conseguindo resultados expressivos mesmo com pouco
apoio tecnológico. O potencial para a fruticultura irrigada e a pecuária de leite é imenso, mas ainda
subexplorado por falta de infraestrutura básica.
Principais desafios: Garantir água para produzir; agregar valor no campo; regularizar a produção
agroindustrial; e levar assistência técnica e crédito ao pequeno produtor. O maior inimigo do campo é a
incerteza climática, que sem obras de infraestrutura hídrica, destrói investimentos de anos em poucos meses
de seca. Além disso, a dificuldade de processar a produção dentro do Estado faz com que a Paraíba exporte
matéria-prima barata e importe produtos industrializados caros, perdendo a chance de gerar empregos na
agroindústria local.
Caminho proposto: Fortalecer a segurança hídrica produtiva, com planos permanentes de armazenamento
e uso da água; estruturar as cadeias produtivas de maior potencial; impulsionar a agroindustrialização com
regularização sanitária; modernizar a defesa agropecuária; e ampliar o acesso ao crédito rural. O foco será
na "Agroindústria 4.0", levando tecnologia de precisão para o pequeno e médio produtor, garantindo que
ele possa competir em qualidade e preço no mercado nacional e internacional, fixando o homem no campo
com dignidade.
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Implementação, monitoramento e revisão: Cada cadeia produtiva terá um plano próprio, construído com
os produtores. A produção, a produtividade e a renda no campo serão acompanhadas por indicadores
públicos e revisadas com as entidades do setor a cada ciclo. O monitoramento incluirá o acompanhamento
dos níveis dos reservatórios e a eficácia da assistência técnica, permitindo intervenções rápidas em casos de
quebra de safra ou crises sanitárias, protegendo o patrimônio do produtor paraibano.
Seção 8 — Turismo
Onde estamos: A Paraíba tem um potencial turístico reconhecido, do litoral ao sertão, mas a atividade ainda
é concentrada em poucos destinos, com gestão limitada e qualificação insuficiente da mão de obra. Temos
o ponto mais oriental das Américas, festas populares grandiosas e um patrimônio histórico riquíssimo, mas
ainda falhamos em vender essa experiência de forma integrada. O turista que chega a João Pessoa muitas
vezes não sabe das belezas do Lajedo de Pai Mateus ou das trilhas do Brejo, perdendo a oportunidade de
conhecer a Paraíba profunda.
Principais desafios: Estruturar novos destinos, especialmente no interior; profissionalizar o setor; fortalecer
a marca Paraíba; e atrair investimento privado com responsabilidade fiscal. O desafio é criar infraestrutura
de acesso e serviços de qualidade fora do eixo litorâneo. A falta de uma malha aérea regional e de sinalização
turística eficiente dificulta o deslocamento do visitante. Além disso, o setor sofre com a sazonalidade,
precisando de um calendário de eventos que mantenha o fluxo de turistas durante todo o ano, gerando
emprego estável.
Caminho proposto: Tratar o turismo como Política de Estado, com gestão de excelência; expandir os destinos
estruturados para o interior; qualificar trabalhadores do setor; e usar cada real público como alavanca para
atrair investimento privado, medindo o retorno de cada ação. A estratégia envolve a criação de "Roteiros
Integrados", unindo sol e mar com cultura e aventura, promovendo a Paraíba em feiras internacionais e
incentivando a construção de novos hotéis e equipamentos de lazer através de parcerias público-privadas
inteligentes.
Implementação, monitoramento e revisão: O plano será executado em fases, da estruturação à
consolidação de escala. Indicadores de visitação, permanência e geração de emprego no setor serão
acompanhados publicamente e revisados com o setor produtivo. O monitoramento será constante através
de pesquisas de satisfação com os turistas e dados de ocupação hoteleira, permitindo que o Estado ajuste
suas campanhas de marketing e investimentos em infraestrutura de acordo com as tendências do mercado
global de viagens.
Seção 9 — Cooperativismo
Onde estamos: O cooperativismo paraibano cresce e reúne milhares de famílias, mas o movimento é
desigual: grande parte da movimentação financeira se concentra em poucos setores, enquanto o
cooperativismo do campo — o mais numeroso — ainda tem participação tímida. O modelo cooperativista é
a saída natural para o pequeno produtor ganhar escala e poder de negociação, mas ele ainda esbarra na
falta de profissionalização da gestão e na dificuldade de acesso a mercados institucionais e privados de maior
porte.
Principais desafios: Profissionalizar a gestão das cooperativas; ampliar o acesso a mercado; e enfrentar a
sucessão no meio rural, para que o jovem encontre futuro no campo. O desafio é transformar a cooperativa
em uma empresa eficiente, sem perder sua essência social. A falta de capital de giro e de infraestrutura de
armazenamento e logística própria impede que as cooperativas paraibanas compitam em pé de igualdade
com grandes atravessadores, que acabam ficando com a maior parte do lucro da produção.
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Caminho proposto: Regulamentar e fortalecer o marco legal do cooperativismo; criar estrutura executiva
dedicada; implantar centrais de processamento; lançar uma plataforma de comercialização da produção
cooperativa; e estimular inovação, intercooperação e sucessão rural. Queremos que o Estado seja um
parceiro das cooperativas, facilitando sua participação em compras governamentais e incentivando a criação
de cooperativas de crédito e de energia, que podem reduzir drasticamente os custos de produção para seus
associados.
Implementação, monitoramento e revisão: As metas de crescimento do número de associados e da
movimentação cooperativa serão acompanhadas publicamente. O plano será revisado com as cooperativas
e a agricultura familiar a cada ciclo. O monitoramento incluirá a saúde financeira das cooperativas e o
impacto na renda das famílias associadas, garantindo que o apoio governamental resulte em fortalecimento
real do movimento e não apenas em subsídios temporários sem sustentabilidade a longo prazo.
Seção 10 — Juventude, Qualificação Profissional e Empregabilidade
Onde estamos: Grande parte dos jovens paraibanos está fora da escola e do trabalho ao mesmo tempo, e
entre os que trabalham, a informalidade predomina. A oferta de qualificação gratuita é escassa e
concentrada nas grandes cidades. Esse cenário cria uma geração sem perspectiva, vulnerável à criminalidade
e ao desânimo. O jovem do interior sente que precisa abandonar sua terra para ter uma chance, o que gera
um esvaziamento de talentos que poderiam estar transformando suas próprias comunidades com novas
ideias e energia.
Principais desafios: A exigência de experiência prévia que trava o primeiro emprego; a falta de qualificação
alinhada às oportunidades reais; e a migração de talentos para outros estados. O descompasso entre o que
as escolas ensinam e o que as empresas precisam é evidente. Além disso, a falta de programas de mentoria
e de incentivo ao empreendedorismo juvenil faz com que muitos talentos se percam na busca por
subempregos, sem nunca atingirem seu pleno potencial produtivo e criativo.
Caminho proposto: Levar trilhas de formação profissional a todos os municípios, combinando competências
técnicas e comportamentais; ampliar a oferta online de qualificação; preparar os jovens para as ocupações
emergentes; e criar um programa de primeiro emprego em parceria com as empresas. O foco será em áreas
como programação, energias renováveis, turismo e agronegócio tecnológico, garantindo que o jovem saia
do curso com um certificado na mão e uma oportunidade real de trabalho ou de abrir seu próprio negócio.
Implementação, monitoramento e revisão: As metas de certificação e de intermediação de oportunidades
serão acompanhadas publicamente. O plano será revisado com o setor produtivo a cada ciclo, ajustando as
trilhas de formação às demandas reais do mercado. O monitoramento incluirá o acompanhamento da
trajetória dos egressos dos programas de qualificação, medindo quantos efetivamente entraram no mercado
de trabalho formal ou iniciaram empreendimentos de sucesso, garantindo a eficácia do investimento
público.
PARTE III — INFRAESTRUTURA, ÁGUA E MEIO AMBIENTE
Nenhum plano chega ao cidadão sem um território que funcione. Esta parte trata da Paraíba física: as
estradas e a logística que conectam a produção, a mobilidade que leva o trabalhador ao seu destino, a água
e o saneamento que garantem saúde e dignidade, a casa que acolhe e o meio ambiente que sustenta a vida.
Aqui, o Estado que produz se torna um Estado que conecta - do Litoral ao Sertão, sem deixar nenhum
município isolado.
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Seção 11 — Infraestrutura e Logística
Onde estamos: A Paraíba possui ativos logísticos importantes — porto, aeroporto, malha rodoviária — mas
eles funcionam desconectados entre si. Boa parte do que o Estado exporta depende da logística de outros
estados, e a falta de integração encarece e trava o escoamento da produção. O Porto de Cabedelo, embora
estratégico, opera abaixo de sua capacidade por limitações de calado e infraestrutura de retroporto,
enquanto nossos aeroportos ainda não exploram todo o potencial de carga aérea que uma economia
moderna exige.
Principais desafios: A profundidade limitada do porto; a ausência de um corredor multimodal; a falta de
uma zona de processamento para exportação; e a necessidade de planejamento de longo prazo para ferrovia
e porto de águas profundas. O desafio é pensar a logística não como obras isoladas, mas como um sistema
integrado que reduza o "Custo Paraíba". A burocracia alfandegária e a falta de armazéns alfandegados
também são barreiras que impedem que nossas empresas acessem mercados globais com agilidade e custos
competitivos.
Caminho proposto: Construir um corredor multimodal que integre porto, rodovias, aeroporto e, no futuro,
ferrovia; aprofundar o porto e ampliar a cabotagem; implantar a zona de processamento para exportação;
e planejar, com visão de décadas, as grandes obras que destravarão o comércio exterior. A visão é
transformar a Paraíba em um hub logístico do Nordeste, aproveitando nossa posição geográfica privilegiada
para atrair centros de distribuição e indústrias voltadas para a exportação, gerando empregos de qualidade
em toda a cadeia logística.
Implementação, monitoramento e revisão: O plano será executado por fases, com parcerias público-
privadas e captação de recursos federais. Os indicadores de escoamento e de custo logístico serão
acompanhados publicamente e revisados a cada ciclo. O monitoramento incluirá o tempo médio de
movimentação de cargas e o volume de exportações diretas pelo Estado, permitindo ajustes na estratégia
de investimentos e na gestão dos ativos logísticos para garantir a máxima eficiência do sistema.
Seção 12 — Rodovias
Onde estamos: Parte considerável da malha rodoviária estadual está em condições ruins ou péssimas. O
modelo atual de manutenção, focado em correções emergenciais, é caro e não resolve o problema na raiz.
Estradas esburacadas aumentam o custo do frete, causam acidentes e isolam comunidades inteiras,
especialmente durante o período de chuvas. A falta de acostamentos e de sinalização adequada em trechos
críticos compromete a segurança de motoristas e pedestres, afetando diretamente a economia e a vida das
pessoas.
Principais desafios: A insegurança nas estradas; o isolamento de regiões produtivas; e a falta de um modelo
de conservação que dure o ano inteiro. O desafio é superar a lógica do "tapa-buraco" e investir em
reconstrução asfáltica de qualidade. Além disso, a expansão da malha para ligar distritos produtivos que hoje
dependem de estradas de terra é fundamental para a interiorização do desenvolvimento. A gestão das
rodovias também precisa lidar com o excesso de peso de veículos de carga, que acelera a degradação do
pavimento sem a devida fiscalização.
Caminho proposto: Trocar a manutenção corretiva por contratos por desempenho, em que a empresa é
remunerada pela qualidade da estrada entregue; priorizar as rodovias que ligam produção, serviços e
comunidades; e incorporar a segurança viária como critério central de gestão. Queremos estradas que
durem, com sinalização moderna e manutenção preventiva constante. O plano inclui a pavimentação de