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PROGRAMA DA UNIDADE POPULAR PELO SOCIALISMO
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“Na sua luta contra o poder
coletivo das classes possuidoras,
o proletariado só pode agir
como classe constituindo-se a
si próprio em partido político
distinto, oposto a todos os antigos
partidos formados pelas classes
possuidoras. Esta constituição do
proletariado em partido político
é indispensável para assegurar o
triunfo da revolução social e do
seu fim supremo: a abolição das
classes.”
(Karl Marx e Friedrich Engels, Resoluções da
Conferência de Delegados da Associação
Internacional dos Trabalhadores | Londres, 1871)
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CAPITALISMO
CONDUZ A
GUERRAS E À FOME
O capitalismo se impôs como modo
de produção mundial. Mas, para
quase 4 bilhões de pessoas, no lugar
da prosperidade prometida, o que
isso trouxe foi a pobreza. Dados de
2025 do Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (PNUD)
apontam que 1,1 bilhão de pessoas
vivem em pobreza multidimensional
aguda, enfrentando privações que
envolvem necessidades básicas como
nutrição, habitação, saneamento,
eletricidade e condições adequadas
para cozinhar. Mais da metade das
pessoas nessa situação são crianças.
Mas qual é a causa da pobreza? A
extrema desigualdade social. Segundo
o Relatório de Desigualdade Mundial
2026, os 10% mais ricos concentram 75%
de toda a riqueza mundial, enquanto
a metade mais pobre da humanidade
possui apenas 2%. Ainda mais
concentrado é o topo: os 0,001% mais
ricos (menos de 60 mil multimilionários)
possuem três vezes mais riqueza que
metade da humanidade somada.
Não satisfeitos com essa desgraça
mundial, as potências imperialistas
disputam o controle de mercados
e dos recursos naturais de países,
promovendo guerras e deixando um
rastro de destruição e de sangue.
Segundo a Agência da ONU para
Refugiados (ACNUR), as guerras e
perseguições continuam provocando
uma crise mundial de deslocamento.
Ao final de 2025, aproximadamente
117,8 milhões de pessoas estavam
deslocadas à força no mundo, sendo
41,6 milhões de refugiados. A Síria
ainda possui milhões de refugiados e
deslocados, enquanto o Sudão se tornou
a maior crise de deslocamento interno
do planeta, com 9,1 milhões de pessoas
deslocadas dentro do próprio país.
A guerra da Ucrânia, iniciada em larga
escala com a invasão russa em fevereiro
de 2022, segue deixando milhares de
mortos e feridos. Até 2026, a ONU já
havia verificado mais de 15 mil civis
mortos e mais de 41 mil feridos desde
fevereiro de 2022. Somente nos seis
primeiros meses de 2026, pelo menos
1.396 civis foram mortos e 7.978 ficaram
Nossa candidatura está a serviço
da luta anti-imperialista, na defesa
da autodeterminação dos povos
e da soberania do nosso país.
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feridos, números 37% superiores aos
registrados no mesmo período de 2025.
O avanço do Exército Sionista de
Israel, financiado e apoiado pelos
Estados Unidos, segue deixando
milhares de mortos e refugiados no
território palestino. O povo palestino
continua submetido a ataques
militares e deslocamentos. Mesmo
após o anúncio de um cessar-fogo em
outubro de 2025, pelo menos 1.180
palestinos haviam sido mortos e 3.810
feridos em Gaza até 22 de julho de
2026, segundo números do Ministério
da Saúde de Gaza reproduzidos
pela ONU, enquanto ataques,
operações militares e deslocamentos
continuavam sendo registrados.
Essa política de guerra se amplia. Em 3
de janeiro de 2026, os Estados Unidos
invadiram a Venezuela e sequestraram
o presidente Nicolás Maduro e Cilia
Flores. Trump não omitiu o verdadeiro
interesse de controlar o petróleo
venezuelano, inclusive aumentando os
ataques ao povo cubano que dependia
do petróleo venezuelano para sua matriz
energética. O Irã também se tornou
alvo direto da ofensiva imperialista
norte-americana, pelo controle sobre o
Estreito de Ormuz, uma das principais
rotas de petróleo e gás do mundo.
Palestina, Venezuela, Iêmen, Saara
Ocidental e Irã mostram que a disputa
imperialista por mercados, recursos
naturais, petróleo, rotas comerciais
e áreas de influência continua
produzindo guerras e intervenções
militares. Enquanto bilhões são
destinados a armamentos e operações
militares, milhões de trabalhadores
em todo o mundo enfrentam fome,
deslocamentos forçados, desemprego,
baixos salários e falta de moradia.
Apesar disso, os grandes meios
de comunicação anunciam que a
paz está sendo negociada, que as
grandes potências têm tentado
resolver os conflitos armados. Mas
a verdade é que são essas mesmas
potências que, para redividir o mundo
e usurpar as riquezas dos países
mais pobres, promovem as guerras.
A luta contra a guerra, portanto, está
ligada à luta contra o imperialismo
e contra um sistema econômico que
coloca os interesses das grandes
potências e dos monopólios acima
da soberania dos povos e das
necessidades da classe trabalhadora.
Por isso, nossa candidatura está a
serviço da luta anti-imperialista, na
defesa da autodeterminação dos
povos e da soberania do nosso país.
Nesse cenário, como afirma
Samara Martins:
“É vergonhoso ver outros candidatos
à Presidência do Brasil disputarem
quem é mais amigo do presidente
fascista Donald Trump, quem deles
é que vai entregar as terras raras
brasileiras aos Estados Unidos, que
se apresenta cada vez mais como
uma potência em decadência.”
O povo brasileiro é anti-imperialista,
não admite que o nosso país seja
colonizado por nenhum imperialismo.