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O FUTURO
É GLORIOSO
PLANO DE GOVERNO
Resumo executivo do
Livro Amarelo
Partido Missão
Brasil 2026
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SUMÁRIO
PREFÁCIO .................................................................................................................................................. 03
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................ 05
I UM REMÉDIO AMARGO AJUSTE FISCAL....................................................................................................... 09
II PRENDEU, MATOU? SEGURANÇA PÚBLICA..................................................................................................... 11
III QUEM PAGA A BANDA... PACTO FEDERATIVO............................................................................................... 14
IV ESCOLHE A MÚSICA LEI DE RESPONSABILIDADE GERENCIAL.............................................................................. 17
V PRODUTIVIDADE PELA CIDADANIA ECONOMIA E ASSISTENCIALISMO.......................................................... 20
VI MISSÃO RONDON INFRAESTRUTURA.......................................................................................................... 23
VII SUS FILA ZERO SAÚDE............................................................................................................................... 25
VIII CHEGA DE SAUDADE CULTURA................................................................................................................. 27
IX FORMAR ELITES, CULTIVAR O POVO EDUCAÇÃO................................................................................... 30
X O NORDESTE É SOLUÇÃO ZONAS ECONÔMICAS ESPECIAIS.......................................................................... 34
XI CUM MENTE ET MALLEO TERRAS RARAS E INDÚSTRIA................................................................................. 37
XII CELEIRO DO MUNDO AGRICULTURA E TECNOLOGIA ...................................................................................... 41
XIII BRASIL PODEROSO POLÍTICA EXTERNA....................................................................................................... 44
XIV A BATALHA DO BRASIL DESFAVELIZAÇÃO................................................................................................. 48
POSFÁCIO ............................................................................................................................................ 50
PARTE I ESTADO NOVO
PARTE II REFORMAS DE BASE
PARTE III PAÍS DO FUTURO
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O futuro é glorioso
Uma mensagem de Renan Santos
O futuro é glorioso; esse tem sido o mote da nossa pré-campanha. Ele remete à ideia de que podemos
realizar muito mais do que realizamos, de que o nosso país tem um imenso potencial represado e
que temos o direito e (com as próximas gerações) o dever de arrancar o país do marasmo, tarefa que
tem sido o horizonte de nosso projeto presidencial. Não se trata de um devaneio ufanista. Há, na verdade,
fortes razões para essa crença: nosso país tem porte continental, natureza exuberante, mais de 200 milhões
de habitantes e uma localização geográfica privilegiada, cercado por países de colonização ibérica e territóri -
os muito menores, que enxergam no Brasil um líder natural. Somos também a nação mais miscigenada do
mundo, um cadinho de culturas amalgamadas em relativa paz. Nossa vida social é afetiva e vibrante. Somos
um país ensolarado, interna e externamente.
Esta vocação, contudo, não tem sido levada com a devida seriedade. Falta às elites brasileiras honrar aquilo
que o Brasil pode ser. Hoje, em especial, padecemos de um problema de elites. Na política, nos encontramos
em um dos piores momentos da nossa história. Basta ver os projetos majoritários para perceber. De um lado,
um partido que governa pela quinta vez e que repete as promessas brejeiras de sempre, como picanha e cerveja,
às quais ele acrescenta algumas migalhas em benefícios sociais. O resultado é medíocre. Os problemas de grave
insegurança, má qualidade na prestação da saúde pública, baixa produtividade e desigualdades sociais brutais
não são resolvidos. São problemas estruturais que permaneceram conosco durante os governos desse partido,
de forma que apenas a fé cega indicaria alguma esperança de que ele possa resolvê-los.
De outro lado, temos um vácuo no lugar da direita, uma massa sem forma e sem qualquer projeto, uma
espécie de buraco intelectual e criativo. O que se chama de bolsonarismo é, desde o princípio, um ajuntamen-
to duvidoso de pilantras e iludidos, animado por um conjunto de ideias confusas. Seus porta-vozes repetem
platitudes e generalidades. Seus líderes estão abaixo da mediocridade. A liderança do próprio Jair Bolsona-
ro, por exemplo, foi um episódio lamentável na história deste país. Único candidato a perder uma reeleição
desde a Nova República, Jair fez um governo medíocre, no qual ele sequer teve a coragem de tentar resolver
alguma coisa. Herdeiro sem grandes méritos do movimento cívico gigantesco que tirou Dilma do poder, Jair
Bolsonaro traiu a direita em múltiplas ocasiões. Ele a traiu destruindo a Lava Jato, fortalecendo o centrão no
poder, canalizando a energia cívica de milhões e desperdiçando-a em manifestações inócuas.
O primeiro fascículo do Livro Amarelo , publicado há quase dois anos, continha um diagnóstico dramáti-
co que eu havia escrito sobre o Brasil: uma crônica despretensiosa sobre o Cruzeiro do nosso eterno “menino”
Ney virou o quadro de um país que não deu certo. A crônica comentava, em tom meio humorístico, talvez,
diríamos melhor, tragicômico, aquela festa de arromba na embarcação do craque. Loiras instagramáveis
como a Virginia, hoje namorada de outro jogador, Vinícius Júnior, dividiam as áreas VIP do MSC Preziosa
com funkeiros, como o MC Poze do Rodo e Oruam, os bardos do CV, com “empresários” como Buzeira, e com
outras figuras do mesmo estilo. Comentei que se reuníssemos todos os seguidores que o escol de artistas e
celebridades possui no Instagram, chegaríamos bem perto de atingir quase toda a população do país. Isto sig-
nifica algo, é claro. Quando boa parte da nossa população considera que as figuras que brilharam no Cruzeiro
são referências de vida, nós temos um problema.
Compreendemos a razão de ser dessa identificação. Um país com altas taxas de informalidade, produtiv -
idade baixa e onde 20% da população mora sob jugo de criminosos, um país que cultiva uma arte que remete
a vários formatos de bundas e a vários ritmos de sentada e possui a classe política amiga do Vorcaro, não
inspira grandes heróis. Lendo a minha crônica, fica claro por que as novas gerações chamam o Brasil de “bos -
til”. Não posso censurá-las por isso. Nosso país, vocacionado para a grandeza, herdeiro de um dos grandes
impérios da Era Moderna, o glorioso Portugal de Camões, possuidor de um território maior que a Europa e
recursos naturais cantados em verso e prosa, simplesmente não deu certo. A profecia de Stefan Zweig sobre
o país do futuro acabou malograda, como tantas profecias ufanistas acerca do nosso destino. Não há como
fugir desse julgamento severo. Os números não mentem.
Felizmente podemos pensar que ele não deu certo até agora. Afinal, enquanto há Brasil e há mulheres e
homens com ideias, a história se encontra aberta. Por isso, não é sem razão que, em todas as pesquisas, tenho
pontuado expressivamente entre eleitores de 16 a 24 anos. Ao propor uma ruptura geracional, arrastamos as
gerações anteriores que estiveram e ainda estão no poder para o tribunal que as julgará pelos seus feitos. O que
fizeram? O que elas lograram? E o que nos legaram? Para quem não gosta do Partido Missão, fica a reflexão
PREFÁCIO
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imparcial: se o Brasil tivesse sido governado de forma apropriada, à altura daquilo que ele é vocacionado para
ser, nem sequer o Partido Missão existiria.
O julgamento da nova geração precisa ser muito amplo. Os problemas do Brasil não são devidos exclu-
sivamente ao PT ou a Bolsonaro. São responsáveis por eles todas as elites econômicas, políticas e culturais
que, ao restabelecerem a democracia, algo por si meritório, não conseguiram ir muito além disso. Nossa de-
mocracia é, hoje, um regime formal esvaziado, com eleições compradas, maquiadas e estatísticas deploráveis
em todos os setores da administração pública. É isto o que os jovens conseguem intuir. E por isso os mais
esperançosos deles estão conosco.
Este é um estudo sério. Há nele diagnósticos detalhados sobre nossa situação e o desenho de várias
propostas para resolver nossos problemas. Mas acredito que o mais importante na publicação deste trabalho
é a mensagem que as propostas arrojadas deixam implícita. Ela é uma mensagem que conjuga esperança e
realismo, voltada a todos os brasileiros que estão cansados de acreditar em miragens.
Em minhas falas, entrevistas e participações públicas, busco mostrar que não será fácil trilhar o caminho
da grandeza, mas que é possível. Agora é a vez da nossa geração. Chega de arranjos espúrios nas antecâmaras
escondidas de uma democracia falida. Pois temos urgência pela importância da nossa tarefa: restaurar o Bra-
sil, uma missão que já animou a imaginação de tantos patriotas, de tantos homens e mulheres que aspiraram
a criar neste país uma experiência cívica e política grandiosa e única.
Renan Santos
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Um livro como plano de governo
O que é o Livro Amarelo — e como ler esta edição
SOBRE ESTE RESUMO
Este documento é uma edição condensada do Livro Amarelo , o plano de governo integral do Partido Missão —
uma obra de mais de 500 páginas de diagnóstico e propostas. Aqui reunimos as seções de abertura de cada
capítulo — o problema enfrentado e as principais propostas da Missão — para uma leitura rápida e acessível.
A Missão é o primeiro partido brasileiro a entregar um livro como plano de governo. Essa foi uma
promessa que fizemos a todos os militantes já em 2023, no Oitavo Congresso do Movimento Brasil
Livre (MBL), quando anunciamos nosso plano de fundar o partido. Prometemos que seria um par-
tido programático, íntegro e fiel à sua visão de Brasil. Que maneira melhor de cristalizar esse compromisso
do que escrevendo um livro? Os romanos já diziam: verba volant, scripta manent : as palavras voam, mas
a escrita permanece. O Livro Amarelo é feito para permanecer: para que nossos eleitores saibam que, ao
votar em qualquer candidato da Missão, não estão votando simplesmente em pessoas ou meramente em
princípios, mas em propostas práticas e executáveis, que juntas formam um projeto de Brasil determinado:
nosso melhor caminho para sentar entre as grandes potências do mundo. Esta edição corresponde, especifi -
camente, à versão do Livro Amarelo para as eleições de 2026, sintetizando as pesquisas dos seis fascículos
que a precederam e incorporando novos capítulos com material original, derivado de novas investigações e
das contribuições do próprio presidenciável, Renan Santos, que tem circulado em inúmeras entrevistas de
rádio, televisão e podcasts expondo suas ideias para o Brasil.
Vale dizer, antes de adentrarmos as três partes do livro, em que termos o Livro Amarelo melhor se define
como projeto: trata-se de um projeto contínuo e holístico de criação de um pensamento próprio no âmbito
da análise dos problemas nacionais. Para além desta obra, dossiês sediados no aplicativo Valete e planos
de governo em nível federal e estadual também integram a categoria “Livro Amarelo”. No Rio de Janeiro e
em Santa Catarina, conseguimos criar uma integração especialmente proveitosa entre pesquisadores e inte-
grantes das equipes de governo desses dois estados, e gradativamente o discurso da Missão se tornou mais
coeso e orgânico, adquirindo profundidade e sistematicidade.
O insight inicial para o Livro Amarelo surgiu da constatação, que vinha amadurecendo havia algum
tempo, de que a versão do liberalismo brasileiro, vulgarizada pela nova direita, oferecia soluções simplistas
para problemas complexos: bastava privatizar tudo, retirar o Estado de todas as áreas e proferir platitudes
sobre meio ambiente, saúde, educação, cultura e segurança, e tudo se resolveria de uma forma quase mágica.
Do lado mais conservador do espectro político, teorias da conspiração floresciam sem respaldo na realidade
concreta. Esse cenário deprimente nos deu a inspiração para trilhar um caminho próprio, cujos frutos princi-
pais foram a Revista Valete e o próprio Livro Amarelo . Do ponto de vista de seu enquadramento ideológico, o
teor do texto ainda é marcado pela adesão a pilares do pensamento liberal, em especial no aspecto econômico
(fala-se de contenção de gastos, de reforma trabalhista para flexibilizar relações de trabalho, de redução de
supersalários, de reforma administrativa e de austeridade fiscal), mas rejeitamos a versão vulgarizada que
oferecia panaceias e falava vagamente em desburocratização e privatizações, por considerá-la aquém dos
problemas brasileiros.
O Livro Amarelo não surgiu do nada. Ao longo dos últimos dois anos, contamos com a colaboração de
mais de duzentos voluntários, que produziram seis fascículos de pesquisa, debruçando-se sobre todos os te-
mas imagináveis, da história econômica do Brasil à política externa, do combate ao crime em El Salvador aos
planos de habitação de Singapura. Esses estudos iniciais nos ajudaram a construir uma compreensão coesa
do Brasil e do mundo e fecundaram as ideias que hoje compõem o coração deste livro.
O Livro Amarelo de 2026 surge, então, como um plano de governo prático: contém os principais planos
que visamos a implementar nos próximos quatro anos, se nos for concedida a confiança da população para
tal. Nele, nos debruçamos sobre os principais temas do Brasil de hoje, organizando nossa agenda completa
de reformas sob uma estrutura tripartite.
A primeira parte, intitulada “Estado Novo”, lida com as reformas mais fundamentais, que juntas con-
stituem uma efetiva reorganização do regime político brasileiro. É nosso projeto para superar, dessa vez pela
INTRODUÇÃO