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PLANO DE GOVERNO MARCELO MARANA TA | RIO GRANDE DO SUL 2027–2030
PLANO DE GOVERNO
MARCELO MARANATA
RIO GRANDE DO SUL | 2027–2030
Diagnósticos, diretrizes, propostas, metas e indicadores
AGOSTO de 2026
PSDB-CIDADANIA
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ROTEIRO
PARTE I — APRESENTAÇÃO E COMPROMISSOS ESTRATÉGICOS
Apresentação
Um novo pacto pelo Rio Grande
Eixo 1 — Eficiência da máquina pública
Eixo 2 — Desenvolvimento econômico
Eixo 3 — Desenvolvimento social e resiliência climática
Compromissos estratégicos
1. Educação para as novas gerações
2. Saúde mais próxima das pessoas
3. Segurança pública, inteligência e combate ao feminicídio
4. Proteção das crianças e enfrentamento às apostas
5. Estado necessário, transparente e eficiente
6. Recuperação da capacidade estadual de produzir dados
7. Banrisul como banco moderno e indutor do desenvolvimento
8. Infraestrutura, logística e proteção contra cheias
9. Desenvolvimento econômico, agronegócio e Zona Sul
Um governo presente em Brasília
Compromisso final
PARTE II — VERSÃO TÉCNICA CONSOLIDADA
Apresentação
Visão de futuro
Eixos transversais
Matriz de integração dos compromissos estratégicos
1. Governança, planejamento e gestão por resultados
2. Equilíbrio fiscal, orçamento e dívida pública
3. Governo digital, dados e inteligência artificial
4. Gestão de pessoas e valorização do servidor
5. Participação social, ética e transparência
5-A. Recuperação da capacidade estadual de produzir dados
6. Desenvolvimento regional e redução das desigualdades
7. Indústria, comércio, serviços e produtividade
8. Empreendedorismo, micro e pequenas empresas
8-A. Banrisul como banco moderno e indutor do desenvolvimento
9. Exportações, promoção externa e atração de investimentos
10. Agropecuária, irrigação e desenvolvimento rural
11. Cooperativismo, associativismo e economia solidária
12. Infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária, portuária e aeroportuária
13. Energia e transição energética
14. Parcerias público-privadas, concessões e gestão de ativos
15. Ciência, tecnologia, inovação e nova economia
16. Telecomunicações, conectividade e inclusão digital
17. Educação básica e recuperação da aprendizagem
18. Educação profissional, superior e qualificação para o trabalho
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19. Saúde: regionalização, atenção primária e acesso especializado
20. Segurança pública, prevenção e sistema prisional
21. Defesa Civil, reconstrução e resiliência climática
22. Meio ambiente, recursos hídricos e economia circular
23. Saneamento básico e gestão de resíduos
24. Habitação, urbanismo e cidades resilientes
25. Proteção social, combate à pobreza e inclusão produtiva
26. Mulheres, igualdade racial, diversidade e direitos humanos
27. Juventude, primeira infância e envelhecimento
27-A. Proteção das crianças, cidadania digital e enfrentamento às apostas
28. Cultura, economia criativa e patrimônio
29. Turismo sustentável e economia da experiência
30. Esporte, lazer e qualidade de vida
Metas dos primeiros 100 dias
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PARTE I — APRESENTAÇÃO E COMPROMISSOS
ESTRATÉGICOS
APRESENTAÇÃO
UM NOVO PACTO PELO RIO GRANDE
O Rio Grande do Sul precisa voltar a acreditar em si mesmo.
Durante muito tempo, ser bairrista significou reconhecer que o nosso Estado tinha capacidade
de liderar, inovar, produzir, educar e oferecer qualidade de vida. Não se tratava de fechar os
olhos para o restante do Brasil ou do mundo, mas de valorizar o que é nosso, defender os
interesses dos gaúchos e construir aqui as oportunidades que tantas pessoas hoje procuram
fora daqui.
Esse sentimento precisa ser recuperado.
Entre 2002 e 2023, o Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento do Produto Interno Bruto
entre os Estados brasileiros. Enquanto o PIB nacional avançou 58% no período, a economia
gaúcha cresceu apenas 34%. O PIB per capita aumentou 24%, abaixo da média brasileira, de
33,9%, e do resultado do Paraná, de 30,5%. A produtividade do trabalho cresceu, em média,
somente 0,65% ao ano, também abaixo da média nacional, de 0,94%.
Esses números mostram que o Rio Grande do Sul está ficando para trás.
Somos um Estado que envelhece rapidamente, que perde jovens, profissionais qualificados,
pesquisadores e empreendedores para outras regiões e que continua preso a problemas
históricos. A população gaúcha cresceu apenas 8% entre 2002 e 2023, o menor avanço
proporcional do país no período. Ao mesmo tempo, a dificuldade de reter talentos e a redução
da população em idade ativa tornam o aumento da produtividade uma necessidade urgente.
Nossa economia continua excessivamente vulnerável às estiagens. Nossas cidades ainda
enfrentam enchentes previsíveis sem sistemas de proteção adequados. Nossa infraestrutura
envelheceu. O custo logístico permanece elevado. A educação não acompanha as
necessidades das novas gerações. Pessoas aguardam meses ou anos por atendimento médico.
Pequenos empreendedores encontram burocracia, insegurança e crédito caro. Famílias inteiras
vivem com medo da próxima chuva, da próxima seca ou da perda de sua fonte de renda.
O Rio Grande do Sul não pode normalizar a estagnação.
Este Plano de Governo nasceu de uma construção coletiva. Foram percorridos mais de 25 mil
quilômetros pelo território gaúcho, visitando mais de 100 municípios , ouvindo cidadãos,
prefeitos, vereadores, produtores rurais, empresários, trabalhadores, professores, profissionais
da saúde, servidores públicos, lideranças comunitárias e representantes das diferentes regiões
do Estado.
O documento também resulta da análise de dezenas de estudos, diagnósticos e documentos
técnicos, além de dezenas de conversas com especialistas. Das contribuições recebidas nas
escutas públicas, pelo menos 40 propostas apresentadas diretamente pela população foram
incorporadas ao plano.
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Isso demonstra uma verdade simples: o povo gaúcho conhece os seus problemas e sabe do
que precisa para melhorar a própria vida. Cabe ao governo ouvir, organizar, priorizar e executar.
Nosso plano está estruturado em três grandes eixos.
EIXO 1 — EFICIÊNCIA DA MÁQUINA PÚBLICA
Nenhuma política pública funciona de maneira duradoura quando o Estado não consegue
planejar, executar, medir resultados e manter as contas equilibradas.
A eficiência da máquina pública será a base deste governo. Isso significa reduzir desperdícios,
revisar estruturas administrativas, diminuir cargos desnecessários, fortalecer os servidores que
entregam resultados e concentrar recursos naquilo que efetivamente melhora a vida da
população.
Defendemos o conceito de Estado Necessário : um Estado menos burocrático, mais
profissional, transparente e presente onde realmente importa.
A prioridade financeira será estabelecer uma negociação firme e tecnicamente fundamentada da
dívida do Rio Grande do Sul com a União. O Estado deverá revisar o histórico de formação do
estoque da dívida, avaliar juros, indexadores, pagamentos realizados e alternativas previstas na
legislação federal.
Também será necessário atuar em Brasília para assegurar um regime sustentável de
pagamento e preservar os recursos destinados à reconstrução. O Regime de Recuperação
Fiscal e o Fundo do Plano Rio Grande são instrumentos distintos: o primeiro organiza o ajuste
fiscal e o relacionamento da dívida estadual com a União; o segundo concentra recursos
destinados à reconstrução e à resiliência climática. Ambos deverão ser administrados com
absoluta transparência, metas públicas e fiscalização permanente. O Funrigs foi criado em 2024
para centralizar recursos da reconstrução, enquanto o Plano de Recuperação Fiscal gaúcho foi
homologado em 2022.
EIXO 2 — DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
O Rio Grande do Sul precisa voltar a ser competitivo, inovador e seguro para quem deseja
produzir, trabalhar e investir.
O Estado deverá criar condições para que empresas gaúchas permaneçam aqui, ampliem suas
operações e gerem mais empregos. Ao mesmo tempo, deverá disputar novos investimentos
nacionais e internacionais, fortalecer cadeias produtivas regionais e transformar conhecimento
científico em desenvolvimento econômico.
A tecnologia será transversal a todas as políticas de desenvolvimento. Investiremos na
modernização de empresas, digitalização de serviços, qualificação profissional, inovação
industrial, biotecnologia, inteligência artificial, energias renováveis e integração entre
universidades, centros de pesquisa e setor produtivo.
O poder público não deve escolher artificialmente vencedores, mas pode criar um ambiente de
negócios seguro, reduzir burocracias, facilitar o acesso ao crédito e apoiar projetos capazes de
aumentar produtividade, renda e emprego.
EIXO 3 — DESENVOLVIMENTO SOCIAL E RESILIÊNCIA CLIMÁTICA
O desenvolvimento econômico só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.
Nossa prioridade social estará concentrada na saúde, na educação básica, na formação
profissional, na geração de emprego, na proteção das famílias e na redução das desigualdades
regionais.