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PROGRAMA DA UNIDADE POPULAR PELO SOCIALISMO (UP) PARA MINAS GERAIS.
A Unidade Popular (UP), o partido revolucion a rio e antifascista do Brasil, legalmente
existente a partir de dezembro de 2019, vai disputar as eleiç o# es gerais de 2026, em todos os
cargos.
Importante mostrar, de in í cio, nosso ponto de vista de participaç a# o nas eleiç o# es e qual vai ser
o comportamento de nossos candidatos eleitos.
A UP e composta por v a rios movimentos como o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e
Favelas (MLB), o Movimento de Mulheres Olga Benario, o coletivo sindical Movimento Luta
de Classes (MLC), o movimento estudantil Correnteza, dos estudantes secundaristas, o
Movimento Rebele-se e da juventude, Uni a# o da Juventude Rebeli a# o (UJR). Logo, e composta
de movimentos populares e de trabalhadores de grande atuaç a# o nas suas respectivas a reas.
Da í sa í ram nossas e nossos candidatos que s a# o express a# o das lutas e dos movimentos que
constroem a UP.
Em um contexto em que 24,2% da populaç a# o se encontra em insegurança alimentar (n a# o
t e8 m acesso adequado a alimentaç a# o) e destes, 6,48 milh o# es passam fome todo dia,
dependendo de doaç o# es ou catando comida nos lixos, o resultado da divis a# o de classes no
sistema capitalista se evidencia, uma vez que poucos acumulam imensas riquezas, enquanto
a maioria da populaç a# o encontra-se na mis e ria, ou a: beira da mis e ria. Fica muito claro, ent a# o,
que os trabalhadores e o povo brasileiro, no geral, precisam de um partido revolucion a rio.
Por isso, a UP n a# o tem o objetivo de apenas possuir candidatos para atuaç a# o parlamentar,
ou governamental, de maneira que possa dizer: temos tantos deputados, governadores, ou
presidente, que fiquem s o em seus gabinetes, longe das ruas de onde vieram. A atuação
desses eleitos deve ser revolucionária, em conjunto aos movimentos dos
trabalhadores e que amplie a participação popular. Queremos ter governadores (as),
senadores (as) e deputados (as) que venham das periferias, que pisem no ch a# o das
ocupaç o# es, que atendam as reivindicaç o# es dos trabalhadores, que estimulem a construç a# o de
casas populares pelos pr o prios moradores, que ouçam os movimentos sindicais.
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Dessa maneira, este programa e fruto de debates e discuss o# es de centenas de companheiros
e companheiras, filiados e aliados com propostas para o governo de Minas Gerais e outros
cargos, para ser amplamente discutido e divulgado, junto a: populaç a# o, nas praças, ruas,
avenidas, becos, vielas, zonas rurais e em todos os rinc o# es do estado.
Avaliamos que o atual governo de Minas Gerais est a entregue aos bilion a rios, que atuam para
retirar direitos dos trabalhadores. Por isso, as mineradoras, o agroneg o cio e os banqueiros
governam Minas Gerais, empobrecendo a populaç a# o de um dos estados mais ricos da
federaç a# o.
A l o gica que sequestra as riquezas de Minas Gerais e entrega para os banqueiros, ou seja,
credores de uma d í vida p u blica e a que faz privatizar a COPASA e fazer o povo mineiro ficar
sem a gua por dias nas grandes regi o# es do estado. Ao passo que as mineradoras utilizam a
a gua como força motriz para levar os min e rios no maior mineroduto do mundo, de
Conceiç a# o do Mato Dentro ao Porto de Açu (RJ).
O atual governo permanece com a pol í tica de arrocho salarial para os servidores p u blicos.
N a# o paga o piso da educaç a# o, precariza os sal a rios e equipamentos na sa u de. At e mesmo os
servidores da segurança p u blica, pauta t a# o falada por v a rios grupos reacion a rios, s a# o
maltratados nesse atual governo.
Para manter os privil e gios das grandes mineradoras, do agroneg o cio e a farra dos
empres a rios, o Estado de Minas Gerais abriu m a# o de arrecadar R$ 19,4 bilh o# es de reais com
isenç o# es fiscais para mais de 4 mil empresas em 2025, al e m dos mais de 408 bilh o# es de
reais, valor acumulado a partir de 1996 e aplicando as correç o# es inflacion a rias, que seriam
do povo mineiro com a compensaç a# o de perdas da Lei Kandir, respons a vel por isentar a
arrecadaç a# o do Imposto sobre Circulaç a# o de Mercadorias e Serviços para as mineradoras e o
agroneg o cio.
Com tal arrecadaç a# o, seria poss í vel aumentar o financiamento da educaç a# o e sa u de, que
foram profundamente atacados nas u ltimas gest o# es, como a privatizaç a# o de 95 escolas
estaduais, al e m da tentativa da militarizaç a# o de mais de 700 escolas, que novamente
derrubado pelo TJMG,
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Zema, Mateus Sim o# es e a Assembleia Legislativa tra í ram o povo mineiro aprovando a ades a# o
do Estado do PROPAG (Programa de Pleno Pagamento de D í vidas dos Estados) imposto pelo
Governo Federal e alinhado com as pol í ticas neoliberais. O Programa nada mais e do que
uma reformulaç a# o do antigo Regime de Recuperaç a# o Fiscal de Temer e Bolsonaro, que obriga
o estado a refinanciar uma d í vida ileg í tima com a Uni a# o, j a paga 3 vezes, segundo estudo
feito pela Auditoria Cidad a# da D í vida, tirando recursos do orçamento p u blico,
impossibilitando o aumento dos sal a rios, a realizaç a# o de concursos e estrangulando os
investimentos em a reas sociais. Ainda usaram dessa tal d í vida como desculpa para vender a
Copasa.
Mulheres trabalhadoras no poder!
As mulheres seguem sendo a maioria dos mineiros. Segundo dados do Censo 2022, dos 20,5
milh o# es de pessoas, 51,02% s a# o mulheres. Nesse sentido, e l o gico dizer que e necess a rio o
investimento em pol í ticas que sejam voltadas para o grupo que representa a maior parcela
populacional do estado, mas mesmo sendo um fato ineg a vel , n a# o e o que os governos de
Minas Gerais das u ltimas d e cadas t e8 m feito. A influ e8 ncia do capital privado, principalmente
das mineradoras, fala mais alto ao ouvido dos governadores.
No Brasil, as mulheres ganham 21,3% a menos que os homens, at e quando s a# o comparados
trabalhadores do mesmo perfil de escolaridade, idade e categoria de educaç a# o (Dados G1,
abril de 2026). O fator racial tamb e m segue como um dos maiores desafios no diagn o stico
nacional. Por exemplo, mulheres negras ganham, em m e dia, R$2.864,39 enquanto mulheres
n a# o negras recebem R$4.661,06, ou seja, 38% a mais. Em Minas Gerais, mulheres negras
ganham, em m e dia, R$2.704,82, e mulheres n a# o negras recebem R$3.917,12. Uma diferença
de 30,9%. Esses s a# o os dados oficiais, mas, ao mesmo tempo, sabemos que grande parte das
mineiras est a# o relegadas ao trabalho informal, a escala 6x1, dependendo de comiss o# es, s a# o
donas de casa, m a# e solo e arrimo de fam í lia, ent a# o mesmo que cheguem a ganhar os valores
da pesquisa precisam sustentar a casa sozinhas, tendo que pagar alugu e is inflacionados pela
especulaç a# o imobili a ria e uma cesta b a sica de R$765.
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Os í ndices de desemprego tamb e m escancaram a desigualdade. O observat o rio de trabalho
em Minas Gerais aponta que a an a lise por g e8 nero, idade, instruç a# o e cor/raça revela
disparidades significativas. Na an a lise por g e8 nero, as mulheres t e8 m taxas de desocupaç a# o
mais elevadas (5,9%) que os homens (4,3%). Al e m de ser fruto da recess a# o econ o8 mica, esses
indicadores refletem a dupla, por vezes tripla, jornada de trabalho da mulher. Socialmente, a
responsabilidade de criaç a# o dos filhos e do trabalho dom e stico e designada, na imensa
maioria das vezes, a: s mulheres. Quando engravidam ou t e8 m filhos pequenos enfrentam
dificuldades de encontrar trabalho e permanecer empregadas.
Algumas das pol í ticas p u blicas fundamentais que asseguram renda e perman e8 ncia das
mulheres no mercado s a# o: creches e escolas para seus filhos, transporte p u blico adequado e
seguro, moradia, etc. Isto e , s o ser a poss í vel um combate realmente eficiente ao desemprego
de nossa populaç a# o, sobretudo a feminino, junto a um intenso fortalecimento de instituiç o# es
p u blicas e ampliaç a# o de direitos b a sicos.
Em 2025, mais de 50 mil mulheres sofreram viol e8 ncia dom e stica, dados esses que
aumentaram 33% s o no 1° semestre de 2026. O estado com mais munic í pios do Brasil conta
com apenas 70 delegacias da mulher, insuficientes para as 853 cidades, assim como tem s o
10 casas para receber as mulheres v í timas de viol e8 ncia de todas as regi o# es. Mesmo com o
trabalho incans a vel de movimentos sociais, como o Movimento de Mulheres Olga Benario,
ainda e insuficiente para toda a demanda. EJ gritante o descaso do poder p u blico com o
combate a: viol e8 ncia contra a mulher, as estruturas estatais existentes n a# o comportam um
combate efetivo, que possibilite a: v í tima a sa í da desse ciclo. E outras redes, n a# o estatais, n a# o
t e8 m verba o suficiente para isso. EJ de suma urg e8 ncia a destinaç a# o de orçamento espec í fico e
que seja capaz garantir vida digna para as mulheres, oferecendo al e m dos mecanismos
jur í dicos, apoio bem preparado de assistentes sociais, para que o trato n a# o seja apenas no
fazer den u ncia/medida protetiva.
O cen a rio da viol e8 ncia contra mulheres trans no Brasil n a# o e apenas alarmante; e o reflexo
brutal da omiss a# o e do descaso governamental.
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No topo do ranking nacional de transfeminic í dios, segundo a Associaç a# o Nacional de
Travestis e Transexuais (ANTRA), Ceará e Minas Gerais lideram as estat í sticas de sangue,
consolidando-se como os estados mais letais do pa í s em n u meros absolutos . Tamb e m
segundo a instituiç a# o, em 2025 ocorreram 8 mortes violentas de travestis no estado. Por tr a s
desses dados, h a uma farsa institucionalizada: o chamado “mito da queda numérica” .
Qualquer reduç a# o comemorada nos indicadores oficiais n a# o passa de uma ilus a# o mascarada
pela subnotificação cr o8 nica. O que assistimos, na verdade, e o desmonte e o
enfraquecimento deliberado das pol í ticas p u blicas de identificaç a# o e checagem dessas
mortes violentas. O estado falha em proteger e, depois, falha em registrar, promovendo um
verdadeiro apagamento institucional da identidade das v í timas.
EJ inadmiss í vel a falta de interesse real e concreto dos governantes em criar mecanismos
para, no m í nimo, frear essa barb a rie. A recusa em capacitar o rg a# os de segurança para
registrar corretamente o g e8 nero dessas mulheres nos boletins de ocorr e8 ncia e uma escolha
pol í tica que invisibiliza o problema. Sem dados confi a veis, n a# o h a pol í ticas de proteç a# o
eficientes. O sil e8 ncio do Estado diante do transfeminic í dio e , por si s o , uma forma de
viol e8 ncia que perpetua a impunidade e condena uma populaç a# o inteira a: margem da justiça.
Enquanto o lucro for a prioridade em detrimento da vida, os trabalhadores, as crianças, os
jovens e as mulheres viver a# o esperando a morte, seja por bala, por fome, por desastre
ambiental ou doenças pelas quais h a humanidade j a tem cura.
A hist o ria da sociedade e a hist o ria da luta de classes, e em Minas Gerais n a# o poderia ser
diferente. Todas as conquistas da populaç a# o mineira, como o estabelecimento das
Assessorias T e cnicas Independentes (ATIs) para a reparaç a# o integral dos atingidos pelo
rompimento da barragem de Brumadinho, a reconduç a# o de diretores arbitrariamente
exonerados de escolas, ampliaç a# o do funcionamento da delegacia da mulher, citando apenas
algumas, foram fruto de intensa mobilizaç a# o dos movimentos de base. N a# o estivemos a: parte
desses processos; organizamos trabalhadoras e trabalhadores, pais e m a# es, estudantes,
pessoas pretas, ind í genas, quilombolas, moradores de ocupaç o# es, sindicalistas e LGBTIA + na