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2. PRIORIDADE Nº 1: SP PROTEGE COM IMPUNIDADE ZERO
Governar é escolher, e a primeira escolha deste programa está feita: a segurança pública será
a prioridade número um do governo Haddad. O tamanho do desafio está documentado na
própria Justiça Eleitoral: o plano registrado pelo atual governador em 2022 afirmava que menos
de 4% dos crimes no estado eram elucidados, e assumia o compromisso de mudar esse
quadro. Passados quatro anos, a promessa não saiu do papel: o governo atravessou o
mandato sem publicar um indicador oficial do esclarecimento dos crimes, e a impunidade
segue sendo a regra que sustenta o ciclo da violência, do celular roubado à violência contra a
mulher, passando pelo patrimônio das facções.
O eixo de tudo é proteger a vida e o patrimônio do paulista, e isso começa por vencer a
impunidade. A violência prospera em São Paulo porque a chance de um crime ser esclarecido
e punido é pequena demais, e essa certeza da impunidade é o maior incentivo que o criminoso
recebe. Por isso, o SP Protege tem como eixo central a Impunidade Zero, para que os crimes
finalmente sejam resolvidos no estado. A estratégia se organiza em três frentes: nas ruas, nas
casas e "no andar de cima".
Nas ruas, a proposta é integrar polícias e guardas municipais com um maior uso da
inteligência. Vamos chamar os municípios para um grande pacto, em que as Guardas Civis
Municipais trabalhem em conjunto com a Polícia Militar, ampliando de forma expressiva a
presença policial nas ruas. A inteligência artificial vai cruzar os dados de ocorrência e as
chamadas ao 190 para montar mapas de calor que mostrem onde e quando o crime acontece,
colocando a viatura no lugar certo, na hora certa, para prevenir o crime. O 190 terá resposta
rápida: a chamada será cruzada em tempo real com o sistema de inteligência e câmeras, que
localizará a ocorrência e permitirá acionar, de imediato, a viatura mais próxima.
Cada ocorrência será tratada como o início de uma investigação, e não como o fim de um
registro. Vamos fortalecer a perícia e a investigação, integrar as bases de dados das forças de
segurança e adotar tecnologia para transformar boletins de ocorrência em casos resolvidos. O
compromisso central é elevar, de forma consistente, a elucidação dos crimes, e o seu
cumprimento será exposto num Placar da Segurança, que vai publicar a cada trimestre os
indicadores de esclarecimento de roubo, furto, homicídio e feminicídio, com dados abertos por
região e metas públicas.
Nas casas , o objetivo é proteger mulheres, crianças e idosos, alvos frequentes de violência
doméstica no estado. O combate à violência que acontece dentro de casa terá estrutura
dedicada e permanente. Para as mulheres, um sistema em que a plataforma de proteção
acompanhe os sinais de risco, as Delegacias de Defesa da Mulher funcionarão 24 horas nas
regiões de maior demanda e a Polícia Militar garantirá proteção efetiva a quem tem medida
protetiva, com adesão imediata ao Alerta Mulher Segura, o programa federal que combina a
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tornozeleira eletrônica no agressor e o dispositivo que avisa a vítima e aciona a polícia quando
a distância determinada pela Justiça é desrespeitada.
Para crianças e adolescentes vítimas de violência, atendimento especializado e prova pericial
em até 48 horas, para que nenhum caso se perca entre a denúncia e a responsabilização. E
para a pessoa idosa, que sofre calada dentro da própria família, canal de denúncia com
resposta e acompanhamento de cada caso.
No andar de cima , o objetivo é combater o comando do crime organizado. Vencer o crime
exige atacar a raiz: o dinheiro que compra a arma, corrompe e recruta. É preciso inteligência,
coordenação e coragem para enfrentar o dinheiro grosso e os poderosos do crime. Vamos criar
a Agência Estadual Antifacção, estrutura permanente de inteligência e investigação sob a
direção estratégica do governador, reunindo Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Estadual e
órgãos de controle, com participação do Ministério Público e integrada por convênio com a
Receita Federal, a Polícia Federal, o Banco Central e o COAF. A missão é seguir o dinheiro do
crime, desarticular as organizações, bloquear seu patrimônio, impedir sua infiltração na
economia formal e dar destinação social aos bens confiscados.
Valorização de quem nos protege . Não existe segurança pública forte com profissionais
desvalorizados. Vamos cuidar da carreira, das condições de trabalho e da saúde física e mental
dos policiais civis, militares e penais, dos bombeiros e dos profissionais da Polícia
Técnico-Científica. As promoções voltarão a seguir critérios profissionais, sem interferência
política. E vamos valorizar os salários para tirar São Paulo da vergonhosa posição de um dos
estados que pagam os menores salários policiais do país.
Câmeras corporais com gravação contínua. Vamos dar, a cada policial, formação de
qualidade, protocolos claros e equipamentos modernos. As câmeras corporais terão gravação
contínua durante todo o serviço na rua, sem depender do acionamento de cada agente,
protegendo o cidadão nas ocorrências e o policial contra acusações injustas. Quem age dentro
da lei sai fortalecido quando a verdade está gravada.
O Meu Celular de Volta , em parceria com o Governo Federal, vai devolver ao cidadão o que
lhe foi tirado. Roubar um celular hoje não é roubar um aparelho: é levar junto o trabalho, o
dinheiro e a memória de uma família. O programa fecha o ciclo inteiro: o boletim dispara o
rastreamento por IMEI, o bloqueio e a devolução na mão do dono, e quem comprou aparelho
roubado recebe o aviso oficial para devolver, sob pena de responder por receptação. E São
Paulo entra com a metade que só o estado pode fazer, desmontando o mercado que torna o
roubo lucrativo, pelo caminho da Lei dos Desmanches: IMEI obrigatório na nota fiscal, venda
vedada sem comprovante de origem e fiscalização sobre o comércio de usados.
Golpe Zero. O crime que mais cresce em São Paulo não usa arma, usa tela: o golpe do falso
investimento, a clonagem de aplicativos, a fraude que esvazia em minutos a poupança de uma
vida. Vamos enfrentá-lo com uma central estadual de reação imediata, capaz de receber a
denúncia e agir para bloquear o dinheiro antes que ele desapareça, com investigação
especializada em crimes digitais e responsabilização de toda a cadeia do golpe, do laranja ao
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financiador. O golpista conta que a vítima não saiba a quem recorrer; em São Paulo, vai passar
a saber.
Segurança no campo. Vamos levar às áreas rurais o patrulhamento orientado por dados,
integrado aos centros regionais de comando e controle, priorizando o combate ao furto de
gado, maquinário, defensivos e insumos e à receptação que o financia, com atenção especial
aos pequenos produtores e articulação com os estados vizinhos nas divisas.
O estado inteiro nos territórios. Segurança não é tarefa de uma secretaria, e sim do governo
inteiro. Nos territórios mais atingidos pela violência, o estado vai chegar por completo: a polícia,
mas também a escola em tempo integral, o esporte, a cultura e as oportunidades para a
juventude, com programas de mentoria e primeiro emprego para os jovens mais expostos ao
recrutamento. E vamos criar o Alistamento Civil Remunerado, para tirar dezenas de milhares de
jovens em vulnerabilidade das garras do crime organizado, oferecendo a eles perspectiva
profissional e um futuro decente. Cada jovem com futuro é um recruta a menos para o crime.
A cadeia que corta o ciclo do crime. As facções que aterrorizam São Paulo nasceram nos
presídios e seguem comandando de dentro deles. Vamos reforçar o controle do sistema
prisional: separar os presos por perfil e por facção, cortar as comunicações que sustentam o
comando do crime atrás das grades e ampliar o trabalho prisional, com preso aprendendo
profissão enquanto cumpre pena. Também vamos fazer a nossa parte contra o prende-e-solta:
investigação e prova bem-feitas para a prisão se sustentar na Justiça, e egresso acompanhado
para romper com o ciclo do crime.
Em São Paulo, o trabalhador vai voltar a viver em paz, porque o criminoso vai voltar a ter medo
de ser pego.
3. EDUCAÇÃO: A PORTA DA PROSPERIDADE
Não existe projeto de prosperidade sem escola pública de qualidade, e é na educação que a
falta de projeto cobra o preço mais alto. Pela régua federal do Ministério da Educação, 61% das
crianças paulistas da rede pública foram alfabetizadas na idade certa em 2025, contra 66% na
média nacional, enquanto o Ceará, com uma fração da riqueza paulista, alcançou 84%, graças
a um regime sério de colaboração entre estado e municípios e ao apoio efetivo a quem está na
ponta. O que falta a São Paulo é um governo que assuma a educação como obra de estado.
Ninguém para trás. Toda criança paulista alfabetizada na idade certa, com o estado exercendo
de verdade o papel de coordenador das redes: um pacto com os 645 municípios, com apoio
técnico e financeiro, avaliação transparente e metas medidas pela régua federal, a mesma que
vale para o Brasil inteiro. E, para os estudantes que a escola vem perdendo, busca ativa,
reforço de aprendizagem e apoio à permanência, porque cada aluno que abandona os estudos
é um projeto de vida interrompido.
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Escola completa, com profissão. Vamos expandir com qualidade o ensino em tempo integral
e conectar o ensino médio à formação profissional que emprega, aproveitando a força do
Centro Paula Souza, das Etecs e Fatecs, para que o jovem conclua a educação básica com
diploma e com profissão, preparado para as carreiras que a nova economia está criando. A
escola pública paulista deve ser o caminho mais curto entre a origem de um jovem e o futuro
que ele deseja.
Universidade pública, patrimônio de São Paulo. A USP, a Unicamp, a Unesp e a FAPESP
são conquistas de décadas e serão tratadas como aquilo que, de fato, são, instituições de
estado. Vamos respeitar a autonomia universitária e a estabilidade do financiamento que a
sustenta, aproximar a pesquisa paulista dos desafios concretos do estado, da saúde à
segurança e à nova economia, e fortalecer a formação inicial e continuada dos nossos
professores, que é onde a universidade encontra a escola. E vamos cuidar da permanência de
quem entra, porque vaga sem condição de ficar não é oportunidade.
O professor no centro. Nenhuma rede de ensino é melhor do que os seus professores, e hoje
o professor paulista perde horas de aula alimentando sistemas: a plataformização do ensino o
transformou em preenchedor de planilha, cobrado pela tela e não pela aprendizagem. Vamos
fazer uma revisão completa desse modelo, devolvendo ao professor o tempo de ensinar e à
tecnologia o seu lugar de ferramenta, que serve ao professor, e não o contrário. E vamos
valorizar a carreira docente, investir em formação continuada de qualidade e dar condições
reais de trabalho, com o protagonismo e o respeito que a função exige. Um governo que trata
mal quem ensina está tratando mal o futuro.
Educação com liderança. A educação paulista terá governança clara, prioridades definidas e
responsabilidade nomeada, do gabinete do governador à sala de aula, com metas públicas e
acompanhamento permanente. Chega de cada um fazendo o que quer: rede boa é rede
coordenada, e coordenar é responsabilidade de quem governa.
4. PROSPERIDADE PARA TODO MUNDO
Nosso programa tem o compromisso de fazer a riqueza de São Paulo chegar ao bolso de quem
trabalha, empreende e produz, sem deixar ninguém para trás. Hoje não é isso que acontece:
estudo do FGV IBRE com dados da PNAD Contínua mostra que a renda domiciliar per capita
real do estado cresceu em média 1,5% ao ano entre 2012 e 2025, abaixo dos 2% da média
brasileira e entre os quatro menores ritmos do país. São Paulo segue tendo a segunda maior
renda do Brasil; o problema não é o nível, é o ritmo. E um ritmo que se arrasta há mais de uma
década é um problema de projeto, não de conjuntura: um estado que gera riqueza como
nenhum outro precisa de um governo que a converta em prosperidade para a sua gente. O
nosso projeto econômico se mede pela renda do paulista subindo, na capital e em cada região
do interior.
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O trabalho que rende. Vamos atuar para que o emprego paulista seja de melhor qualidade e
melhor remuneração, conectando a formação profissional às vocações econômicas de cada
região, apoiando os setores que pagam bons salários e preparando os trabalhadores para as
transformações que a inteligência artificial e a transição ecológica já estão trazendo. O futuro
do trabalho vai premiar quem se preparar para ele, e o papel do governo é garantir que o
trabalhador paulista chegue preparado, com qualificação acessível, requalificação para quem
precisa mudar de área e ensino técnico conectado com as profissões que vêm aí.
O pequeno que cresce. A imensa maioria dos negócios de São Paulo é pequena, e é neles
que a prosperidade se enraíza nos bairros e nas cidades. Vamos simplificar radicalmente a vida
de quem empreende, ampliar o acesso a crédito justo, apoiar a formalização e abrir as compras
públicas ao pequeno fornecedor, para que o mercado do estado também seja motor do
pequeno negócio. Empreender em São Paulo tem que valer a pena para todo mundo, de quem
está começando a quem já é grande.
O campo que enriquece. O interior paulista é uma potência: o agro mais sofisticado do país, a
agroindústria, a energia da biomassa, o cooperativismo e a agricultura familiar que abastece as
cidades. E essa potência pode subir de patamar: com a força da cana, São Paulo tem tudo
para liderar a nova geração dos combustíveis renováveis, do etanol ao combustível sustentável
de aviação, atraindo os investimentos que vão descarbonizar o transporte no mundo e
industrializando aqui esse valor. Vamos dar ao produtor as condições que essa liderança exige:
defesa sanitária animal e vegetal tratada como infraestrutura estratégica, porque é a confiança
na qualidade paulista que abre mercados, estradas vicinais que escoam a produção, prevenção
de incêndios e assistência técnica e inovação para o produtor de todos os portes.
A aposta na inteligência artificial. São Paulo reúne o que pouquíssimos lugares do mundo
reúnem: universidades de ponta, base industrial, energia limpa, um mercado gigante e o
ecossistema de startups mais desenvolvido da América Latina. Com esses ingredientes, vamos
disputar os grandes investimentos da era da inteligência artificial, dos data centers movidos a
energia limpa aos centros de pesquisa das empresas de tecnologia, oferecendo regras
estáveis, ambientes de teste para inovar com segurança e talento formado em escala. E a
aposta maior: levar essa tecnologia para dentro da economia real, aumentando a produtividade
da indústria, do agro, do comércio e dos serviços, da grande empresa à padaria do bairro. A
inteligência artificial em São Paulo não será privilégio de poucos: será ferramenta de todos para
produzir mais, ganhar mais e viver melhor.
Atravessando os quatro compromissos, um selo único: regra clara . Quem investe, empreende
e trabalha em São Paulo saberá as regras do jogo, terá segurança jurídica e será tratado com
isonomia, porque a economia do compadrio, dos balcões e dos atalhos empobrece a todos. A
prosperidade que buscamos é a que se constrói à luz do dia.
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