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PLANO DE GOVERNO
GOVERNO DO ESTADO DE SERGIPE (2027/2030)
Candidato: Emanuel Messias Oliveira Cacho
Federação PSDB Cidadania
Documento apresentado à Justiça Eleitoral em cumprimento ao art. 11, §1º, IX, da Lei nº 9.504/1997, para
instrução do pedido de registro de candidatura ao cargo de Governador do Estado de Sergipe.
Aracaju/SE, 2026
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Plano de Governo | Emanuel Cacho | Sergipe 2027/2030
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Sumário
Sumário ............................................................................................................................................................. 2
1. Apresentação ................................................................................................................................................. 3
2. Diagnóstico Geral do Estado de Sergipe ...................................................................................................... 3
2.1. O cenário econômico: crescimento aquém do potencial ....................................................................... 3
2.2. O cenário social: avanços reais, desigualdades persistentes ................................................................. 4
2.3. Síntese: o que o diagnóstico exige do próximo governo ........................................................................ 5
3. Princípios e Valores Norteadores ................................................................................................................. 5
4. Eixos de Atuação: Diagnóstico, Argumento e Compromissos .................................................................... 7
4.1. Gestão Pública, Governança e Responsabilidade Fiscal ....................................................................... 7
4.2. Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda .................................................................................. 8
4.3. Educação ................................................................................................................................................ 9
4.4. Saúde ...................................................................................................................................................... 9
4.5. Segurança Pública ................................................................................................................................ 10
4.6. Infraestrutura, Mobilidade e Habitação ............................................................................................. 11
4.7. Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza .................................................................................... 12
4.8. Agropecuária, Desenvolvimento do Interior e Recursos Hídricos ..................................................... 13
4.9. Meio Ambiente, Sustentabilidade e Transição Energética ................................................................. 14
4.10. Turismo, Cultura e Economia Criativa ............................................................................................. 15
5. Propostas Regionais: Um Plano para Cada Sergipe ................................................................................. 15
5.1. Região Sul ............................................................................................................................................. 16
5.2. Praia do Saco: um ativo de projeção nacional .................................................................................... 17
5.3. Grande Aracaju ................................................................................................................................... 17
5.4. Leste Sergipano .................................................................................................................................... 17
5.5. Baixo São Francisco ............................................................................................................................. 18
5.6. Agreste Central .................................................................................................................................... 18
5.7. Centro-Sul ............................................................................................................................................ 18
5.8. Médio Sertão ........................................................................................................................................ 18
5.9. Alto Sertão ............................................................................................................................................ 19
6. Governança e Monitoramento do Plano .................................................................................................... 19
7. Considerações Finais .................................................................................................................................. 20
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1. Apresentação
Este Plano de Governo é apresentado por Emanuel Messias Oliveira Cacho, candidato ao cargo
de Governador do Estado de Sergipe, em atendimento ao disposto no art. 11, §1º, IX, da Lei nº
9.504/1997, que exige a instrução do pedido de registro de candidatura com as propostas
defendidas pelo candidato para o cargo ao qual concorre. Mas este documento é bem mais do
que o cumprimento de uma formalidade legal. Ele traduz uma concepção de Estado e uma
convicção que pode ser dita em poucas palavras: Sergipe não precisa de rupturas nem de
experimentos ideológicos. Sergipe precisa de gestão. Precisa de planejamento sério, de contas
equilibradas, de serviços públicos que funcionem de verdade e de um olhar sincero para o
interior do Estado.
Governar é, antes de tudo, cuidar de recursos que são escassos diante de necessidades que são
muitas. Isso exige método, exige saber escolher prioridades e exige prestar contas. Por essa
razão, este plano não se organiza em torno de promessas genéricas, e sim de um raciocínio que
percorre todas as suas páginas: parte de um diagnóstico honesto da realidade sergipana, extrai
dele as prioridades de cada área de atuação do Estado, descreve as ações capazes de enfrentá-
las e assume compromissos que podem ser verificados por qualquer cidadão, de modo que a
sociedade possa cobrar e medir os resultados da administração ao longo de todo o mandato.
As propostas aqui reunidas têm caráter técnico e administrativo. Nasceram da realidade
concreta do Estado, dos seus números, das suas desigualdades regionais e das suas
potencialidades, e não de cartilhas ideológicas. Este plano sustenta uma convicção simples:
boa política pública não é de esquerda nem de direita. Boa política pública é aquela que resolve
o problema do cidadão ao menor custo possível para a sociedade, com transparência e respeito
à lei. Esse é o compromisso central desta candidatura, e é com essa régua que cada proposta
deste documento deve ser lida e julgada.
O plano poderá ser aprimorado ao longo da campanha e do mandato, respeitados os limites
legais, para incorporar as contribuições do debate público, da conversa com os municípios,
com o setor produtivo, com os servidores e com a sociedade civil organizada, e para se ajustar
às condições orçamentárias e institucionais do Estado. Um plano de governo sério não é peça
de propaganda: é o ponto de partida de um contrato de gestão entre o governante e o povo que
o elege.
2. Diagnóstico Geral do Estado de Sergipe
2.1. O cenário econômico: crescimento aquém do potencial
Sergipe vive um momento de recuperação econômica moderada, porém desigual e ainda frágil.
As projeções mais recentes indicam crescimento do Produto Interno Bruto estadual em ritmo
inferior à média nacional e à média nordestina. E o dado mais preocupante não é o número em
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si, mas a sua persistência: esse padrão se repete há anos, o que revela um problema estrutural,
e não passageiro. O Estado continua dependendo demais do setor público, das transferências
federais e do setor de serviços. O comércio e os serviços concentram a imensa maioria das
empresas sergipanas, enquanto o parque industrial segue pouco diversificado e muito distante
do que o potencial logístico, energético e humano do Estado permitiria.
Essa configuração produz duas consequências que se alimentam mutuamente. A primeira é a
vulnerabilidade fiscal: uma economia pouco diversificada gera base tributária estreita e sujeita
o orçamento estadual a oscilações que comprometem a capacidade de investimento. E um
Estado que não investe não cria as condições para diversificar sua economia, fechando um
círculo vicioso que precisa ser rompido. A segunda consequência é a limitação do mercado de
trabalho: sem indústria robusta e sem cadeias produtivas densas, a economia gera empregos
concentrados em atividades de menor valor agregado, o que reduz a renda média das famílias,
alimenta a informalidade e empurra os jovens mais qualificados para outros estados.
Há, no entanto, sinais positivos que um governo competente deve saber aproveitar. O potencial
de consumo das famílias sergipanas atingiu patamar recorde, sinal de um mercado interno
vigoroso. O cooperativismo de crédito vem ampliando de forma expressiva o financiamento às
micro e pequenas empresas. E o Nordeste como um todo atrai um volume crescente e bilionário
de investimentos em transição energética, economia digital, bioeconomia e infraestrutura. A
pergunta decisiva, que este plano se propõe a responder, é como fazer com que Sergipe deixe
de assistir a esse movimento regional e passe a disputá-lo ativamente. A resposta, como se verá
adiante, passa por desburocratizar, qualificar a força de trabalho e preparar a infraestrutura que
atrai investimentos.
2.2. O cenário social: avanços reais, desigualdades persistentes
O mercado de trabalho sergipano apresenta avanços recentes na taxa de desocupação, que
atingiu os menores patamares de sua série histórica. Seria um erro, porém, ler nesse número o
fim do problema. O Estado convive com um contingente expressivo de trabalhadores
subutilizados, pessoas que trabalham menos do que poderiam ou que simplesmente desistiram
de procurar ocupação. Essa subutilização é especialmente dura entre os jovens, as mulheres e
os moradores do interior, e constitui o retrato mais fiel do desafio social sergipano: não basta
reduzir o desemprego formal. É preciso gerar ocupações de qualidade e elevar a renda de quem
trabalha, o que nos devolve, mais uma vez, à necessidade de diversificar a economia e qualificar
as pessoas.
Em contrapartida, indicadores recentes de progresso social posicionam Sergipe entre os
melhores estados do Nordeste em qualidade de vida, com desempenho acima da média nacional
em componentes como nutrição, cuidados médicos básicos, qualidade do meio ambiente e
inclusão social. Esses resultados importam por duas razões. Primeiro, porque demonstram que
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o Estado dispõe de uma base institucional razoável sobre a qual é possível construir: o desafio
não é começar do zero, mas consolidar o que funciona e corrigir o que falha. Segundo, porque
a média esconde a desigualdade territorial que é a marca mais profunda do Estado. É no interior
que se concentram os piores indicadores de saneamento, evasão escolar, acesso à saúde
especializada e renda. Um plano de governo que não enfrente essa distância entre a Grande
Aracaju e o restante do território estará, por definição, incompleto.
2.3. Síntese: o que o diagnóstico exige do próximo governo
O quadro descrito conduz a uma conclusão clara, que orienta tudo o que se segue neste
documento. Sergipe precisa de um governo que trate o orçamento com seriedade, porque sem
equilíbrio fiscal não há investimento. Que planeje com dados e governe por metas, porque
recursos escassos não admitem desperdício. Que atraia investimento produtivo e qualifique sua
gente, porque só a economia diversificada gera renda e arrecadação sustentáveis. E que leve ao
interior a mesma qualidade de serviço público disponível na capital, porque nenhum estado se
desenvolve deixando metade do seu território para trás. É exatamente essa a arquitetura deste
plano.
3. Princípios e Valores Norteadores
Toda a ação do governo proposto será pautada por princípios que independem de posição
ideológica e que constituem, na verdade, pressupostos de qualquer administração pública séria.
Convém enunciá-los não como retórica, mas com a justificativa que os sustenta, porque cada
um deles se desdobra em compromissos concretos e verificáveis ao longo do mandato.
O primeiro princípio é a responsabilidade fiscal. O equilíbrio das contas públicas não é um fim
em si mesmo, tampouco uma bandeira partidária: é a condição que torna possível todo o resto.
Governo endividado não constrói escola, não equipa hospital, não pavimenta rodovia. Apenas
paga juros e adia problemas. O cumprimento rigoroso da Lei de Responsabilidade Fiscal será,
por isso, inegociável em todos os exercícios do mandato.
O segundo é a transparência e o controle social. O cidadão é o dono do dinheiro público e tem
o direito de saber, em tempo real e em linguagem que ele entenda, como cada real é arrecadado
e gasto. A transparência será tratada como política de Estado, como instrumento de confiança,
de combate à corrupção e de melhoria da própria gestão, e nunca como obrigação burocrática
cumprida a contragosto.
O terceiro é a eficiência administrativa, acompanhada da valorização do servidor público. Cada
processo lento, cada fila desnecessária e cada exigência burocrática inútil representam um custo
invisível imposto ao cidadão e a quem empreende, e a modernização da máquina pública será
prioridade em todas as áreas. Essa modernização, contudo, não se faz contra o servidor, e sim
com ele. Nenhuma política pública sai do papel sem quadros qualificados, motivados e