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2.1 CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ECOSSISTEMAS DE INOVAÇÃO
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul consolidou importantes avanços na construção de um ambiente favo-
rável à inovação, fortalecendo sua política estadual de ciência e tecnologia, ampliando os investimentos em pes-
quisa aplicada e aproximando universidades, centros de pesquisa, empresas e governo. A atualização da Política
Estadual de Ciência e Tecnologia, o fortalecimento da Fundect, que atingiu seu maior nível de recursos aplicados
em sua história, o apoio a ambientes de inovação e iniciativas como a cooperação firmada com empresas glo-
bais, como o Google, para desenvolvimento de soluções em inteligência artificial, demonstram a evolução de uma
agenda que passa a ocupar papel estratégico no desenvolvimento do Estado.
O próximo ciclo deverá consolidar um ecossistema de inovação cada vez mais integrado, estimulando a ge-
ração de conhecimento, o empreendedorismo inovador, a transferência de tecnologia e a criação de soluções
capazes de aumentar a competitividade da economia sul-mato-grossense. A ciência, a tecnologia e a inovação
deverão atuar como vetores transversais do desenvolvimento, acelerando a transformação produtiva e prepa-
rando o Estado para as oportunidades da economia do futuro.
2.2 EMPREGO, RENDA E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
O dinamismo econômico vivido por Mato Grosso do Sul nos últimos anos ampliou a geração de empregos for-
mais e evidenciou a necessidade de aproximar cada vez mais a formação profissional das demandas do mercado
de trabalho, para que o Estado continue avançando na direção do aumento substantivo da renda média, como
ocorreu nesses anos (37,6%, em relação a 2019), impactando a realidade nacional e regional de empregos de bai-
xos salários.
O fortalecimento das políticas de intermediação de mão de obra, das ações de qualificação profissional e da
articulação entre governo, setor produtivo e instituições de ensino contribuiu para reduzir gargalos de emprega-
bilidade e apoiar a expansão dos principais setores econômicos, fazendo com que MS atingisse o menor nível de
desocupação no longo prazo do País.
Em 2025, a taxa anual de desocupação do Estado foi de 3,0%, uma das menores do país e a menor da série his-
tórica local. No quarto trimestre de 2025, a desocupação caiu para 2,4%, ficando entre os menores índices nacio-
nais. Já no primeiro trimestre de 2026, mesmo com alta sazonal em vários estados, Mato Grosso do Sul permaneceu
· Implementar a nova Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, criada recentemente.
· Investir recursos e profissionalizar os ecossistemas regionais de inovação e empreendedorismo.
· Aplicar recursos via FUNDECT em editais de pesquisa específicos voltados para os desafios do estado,
buscando a aproximação entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo.
· Ampliar programas de apoio à pesquisa aplicada e à inovação empresarial, ampliando os níveis atuais de
bolsas, tanto para graduação, como para pós graduação.
· Estimular a adoção de inteligência artificial e tecnologias emergentes nos setores produtivos.
· Atrair centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o Estado, atuando na implantação de pelo
menos dois novos centros até 2030.
AÇÕES PROPOSTAS
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em patamar inferior à média brasileira. As pessoas estão trabalhando ou empreendendo.
O desafio para o próximo ciclo será transformar ainda mais o crescimento econômico em oportunidades para
a população, ampliando a qualificação profissional, fortalecendo políticas de retenção de talentos e conectando
educação, assistência social e desenvolvimento econômico. O objetivo é garantir que a expansão da economia
seja acompanhada pela formação de mão de obra qualificada, aumento da renda e maior inclusão produtiva em
todas as regiões do Estado.
AÇÕES PROPOSTAS
2.3 AGROPECUÁRIA, AGROINDÚSTRIA E AGRO 5.0
A agropecuária permanece como um dos principais motores do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e, nos
últimos anos, avançou significativamente em produtividade, agregação de valor e sustentabilidade. Entre 2010 e
2024, MS reduziu em 52% a área de pastagens degradadas, que caiu de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares.
Foram 3,3 milhões de hectares recuperados (4x o território de Campo Grande), suportando a economia, a renda
das pessoas e gerando benefícios ambientais, como a redução do desmatamento de e das emissões carbono pelo
setor agropecuário. A expansão da agroindustrialização, programas como o MS Irriga, a consolidação de cadeias
produtivas estratégicas e o fortalecimento de políticas voltadas à inovação no campo vêm posicionando o Estado
como referência nacional em produção agropecuária de alta eficiência e baixo impacto ambiental.
Nos próximos anos, a prioridade será consolidar uma nova etapa de desenvolvimento do agro, ampliando a
incorporação de tecnologias digitais, agricultura de precisão, irrigação, automação e inteligência de dados, a con-
versão de áreas degradadas, uso de bioinsumos, sistemas integrados e princípios de economia circular. Ao mesmo
tempo, será fundamental fortalecer a agregação de valor, diversificar cadeias produtivas, ampliar mercados e
consolidar o Estado como referência em produção sustentável e competitiva.
· Dobrar os recursos aplicados no voucher transportador, ampliando o número de habilitados nas categorias
“D” e “E”, passando para, pelo menos, 5 mil habilitados até 2030.
· Ampliar os recursos do voucher desenvolvedor para formar pelo menos 400 novos desenvolvedores até 2030.
· Implantar um eixo de atuação, junto a assistência social, para formalização e operacionalização de
cooperativas de catadores, com formação e remuneração dos trabalhadores.
· Integrar formação profissional às estratégias de atração de investimentos.
· Fortalecer políticas de empregabilidade para jovens e grupos em situação de vulnerabilidade.
· Incentivar programas de requalificação profissional para novas tecnologias.
· Estimular a formação de mão de obra para setores estratégicos da economia.
· Fortalecer mecanismos de intermediação entre trabalhadores e empresas.
· Promover ações voltadas à retenção e atração de talentos.
· Expandir programas de inclusão produtiva e empreendedorismo.
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AÇÕES PROPOSTAS
2.4 INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS
Mato Grosso do Sul vive um dos mais importantes ciclos de industrialização de sua história, impulsionado pela
atração de novos investimentos, expansão das cadeias produtivas e fortalecimento do ambiente empresarial, fi-
gurando nos últimos anos entre as primeiras posições de crescimento da indústria de transformação no Brasil. A
consolidação dos polos de celulose, proteína animal, bioenergia e mineração, aliada ao crescimento do comércio
e dos serviços, tem contribuído para diversificar a economia estadual e ampliar a geração de emprego e renda,
fazendo com que o Estado crescesse mais de 4 vezes a média nacional nos últimos anos.
O próximo ciclo buscará aprofundar essa transformação, estimulando maior agregação de valor, aumento
da produtividade e fortalecimento das cadeias produtivas locais. A estratégia será ampliar a competitividade dos
setores econômicos, incentivar novos segmentos industriais e consolidar um ambiente favorável à inovação, ao
empreendedorismo e ao crescimento sustentável dos serviços.
· Implementar o primeiro Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais – FIAGRO do MS, ou
modelo semelhante de financiamento para a atividade agropecuária.
· Ampliar a conversão de áreas degradadas em áreas produtivas, com programas específicos para regiões de
solos arenosos.
· Expandir a agregação de valor às cadeias produtivas agroindustriais consolidadas, estimulando a inovação
em novos produtos e transformação de coprodutos e resíduos.
· Incentivar e atrair novos investimentos em agroindustrialização com foco em cadeias emergentes no estado.
· Reestruturar o serviço de assistência técnica rural público, priorizando o desenvolvimento dos agricultores
familiares e a ampliação da captação de financiamento por esse segmento.
· Ampliar os programas de investimento em agroindustrialização para associações e cooperativas ligadas a
agricultura familiar.
· Incentivar a modernização tecnológica das propriedades rurais e ampliar a conectividade e a adoção de
soluções de Agricultura 5.0.
· Estimular sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis, com foco no uso eficiente dos insumos, integração
de atividades, bioinsumos e princípios de economia circular.
· Fortalecer programas de irrigação e intensificação sustentável, atuando inclusive na modernização e
mecanismos de licenciamento associados a atividade de irrigação.
· Expandir ações de abertura e diversificação de mercados.
· Implantar um sistema de rastreabilidade da bovinocultura, com objetivo de ampliar a competitividade das
cadeias produtivas.
· Estimular pesquisa aplicada voltada ao aumento da produtividade.
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· Atrair novos investimentos industriais e de serviços.
· Incentivar a diversificação da base produtiva estadual.
· Fortalecer cadeias produtivas estratégicas locais, promovendo seu adensamento e garantindo a participação
de fornecedores locais.
· Estimular o aumento da produtividade das empresas.
· Promover a internacionalização das empresas sul-mato-grossenses.
· Fortalecer programas de inovação industrial.
· Estimular a agregação de valor à produção estadual.
· Incentivar o desenvolvimento de novos setores econômicos.
· Consolidar Mato Grosso do Sul como destino global de turismo sustentável.
· Diversificar a oferta de produtos turísticos, desenvolvendo também destinos em municípios fora do eixo
Bonito-Pantanal.
· Fortalecer o turismo cultural, étnico, gastronômico, de experiência e de base comunitária.
· Expandir o turismo de negócios e eventos.
· Integrar e estruturar rotas turísticas estaduais.
· Incentivar investimentos privados no setor.
· Ampliar ações de promoção nacional e internacional do destino Mato Grosso do Sul.
· Fortalecer a qualificação dos serviços turísticos.
· Estimular a inovação e a transformação digital no turismo.
AÇÕES PROPOSTAS
AÇÕES PROPOSTAS
2.5 TURISMO DE NATUREZA, CULTURAL E DE NEGÓCIOS
O turismo consolidou-se como uma atividade estratégica para a diversificação econômica de Mato Grosso
do Sul, apoiado na valorização de seus ativos naturais, culturais e na crescente capacidade de atrair eventos e in-
vestimentos, além de ser uma importante atividade para atrair recursos de outros estados e países para dentro de
MS. Destinos consolidados, como Bonito e Pantanal, aliados ao fortalecimento das políticas estaduais de promoção
turística e à ampliação da infraestrutura para o setor, posicionaram o Estado como referência nacional em turismo
de natureza e sustentabilidade.
A próxima etapa deverá ampliar essa agenda, diversificando produtos turísticos, fortalecendo o turismo cultu-
ral, étnico, de eventos e de negócios e promovendo maior integração entre municípios e regiões turísticas. O ob-
jetivo é transformar o turismo em um vetor permanente de desenvolvimento regional, geração de emprego, va-
lorização da cultura local e atração de investimentos, fortalecendo as cadeias produtivas associadas à ele, como
gastronomia, artesanato, economia criativa e serviços.
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· Implantar integralmente a operação da MS Ativos Ambientais, outorgando a ela os programas de gestão,
valoração e exploração dos ativos ambientais.
· Consolidar a bioeconomia como vetor estratégico de desenvolvimento econômico.
· Incentivar cadeias produtivas baseadas no uso sustentável da biodiversidade.
· Estimular novos negócios vinculados aos ativos ambientais.
· Expandir iniciativas de economia circular nos setores produtivos.
· Incentivar tecnologias de baixo carbono.
· Atrair investimentos para negócios sustentáveis.
· Fortalecer mercados relacionados aos serviços ambientais.
· Incentivar inovação voltada à economia verde.
· Promover novos modelos de produção sustentáveis e competitivos.
AÇÕES PROPOSTAS
2.6 BIOECONOMIA, ECONOMIA VERDE E ECONOMIA CIRCULAR
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul assumiu posição de protagonismo nacional na construção de uma eco-
nomia de baixo carbono, transformando sustentabilidade em estratégia de desenvolvimento. A implementação
de políticas pioneiras, como os Programas de Pagamento por Serviços Ambientais, a Lei do Pantanal, a criação da
MS Ativos Ambientais e os avanços na agenda de carbono e ativos ambientais demonstram que preservação e
desenvolvimento econômico podem caminhar de forma integrada.
O próximo ciclo buscará ampliar esse posicionamento, consolidando novas cadeias ligadas à bioeconomia,
fortalecendo a economia circular e estimulando modelos produtivos capazes de gerar valor a partir da biodi-
versidade, dos serviços ecossistêmicos e da inovação. A sustentabilidade deverá consolidar-se como diferencial
competitivo do Estado, ampliando oportunidades de investimento, geração de renda e inserção em mercados
nacionais e internacionais.
2.7 AMBIENTE DE NEGÓCIOS, COMPETITIVIDADE E TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul consolidou um dos ambientes de negócios mais competitivos do Brasil,
resultado de uma agenda consistente de modernização regulatória, simplificação de processos, transformação
digital e atração de investimentos. A evolução dos serviços empresariais digitais, a modernização dos processos de
abertura e licenciamento de empresas, a atuação estruturada na atração de novos empreendimentos e o fortale-
cimento da inserção logística e comercial do Estado contribuíram para ampliar sua competitividade e posicioná-lo
como referência nacional na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.
O próximo ciclo de governo será marcado por uma nova etapa dessa agenda, impulsionada pela implemen-
tação da Reforma Tributária. A prioridade será conduzir uma transição segura, planejada e estratégica para o
novo modelo tributário nacional, preservando a competitividade dos setores produtivos, fortalecendo a segurança
jurídica e desenvolvendo novos instrumentos de promoção do investimento compatíveis com esse novo ambiente