[Página 16]
16
1.4 EDUCAÇÃO BÁSICA, TÉCNICA E PROFISSIONAL
A educação sul-mato-grossense viveu um importante ciclo de transformação nos últimos anos, marcado pela
expansão da educação em tempo integral, universalização da educação profissional em todos os municípios, for-
talecimento da infraestrutura escolar, com uma escola reformada a cada 6 dias e, principalmente, melhoria dos
indicadores educacionais.
É uma autêntica virada de chave no setor, que viveu momento decisivo quando o Estado, nos anos de pande-
mia e pós pandemia, recusou-se a fazer a chamada “aprovação automática”, como fizeram grande parte dos
estados brasileiros, mascarando o evidente impacto do isolamento, da dramática desigualdade tecnológica e dos
limites do acesso à aprendizagem continuada. Isso justifica porque o IDEB do MS ficou abaixo da média nacional,
na medida em que a aprovação é pilar fundamental daquele indicador.
Além de executar programas de retomada da aprendizagem que reduziram pela metade a repetência e ge-
raram taxas mínimas de abandono escolar, outras iniciativas estruturantes aconteceram nos campos da alfa-
betização e inovação pedagógica, com incorporação de tecnologias educacionais que consolidaram uma nova
agenda voltada à qualidade da aprendizagem e à preparação dos estudantes para os desafios do futuro. Elas
são sustentadas pelo melhor salário de professor concursado do Brasil e por uma aproximação progressiva entre
docentes concursados e contratados no Estado. Hoje, o professor convocado tem ganho superior aos concursados
de 22 estados brasileiros.
O próximo ciclo buscará aprofundar a transformação em curso, concentrando esforços nos primeiros anos da
educação básica por meio do fortalecimento da cooperação com os municípios, da ampliação das políticas de
alfabetização e aprendizagem em matemática, da expansão da educação em tempo integral no ensino funda-
mental e da consolidação da formação profissional integrada às demandas do mercado de trabalho. A inovação,
a tecnologia e a melhoria contínua da infraestrutura escolar deverão permanecer como pilares da construção de
uma educação pública de referência nacional.
AÇÕES PROPOSTAS
· Fortalecer a cooperação técnica com os municípios na educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental.
· Consolidar políticas estaduais de alfabetização e aprendizagem em matemática.
· Expandir a educação em tempo integral no ensino fundamental.
· Ampliar programas de formação continuada para professores e gestores escolares.
· Fortalecer a educação profissional integrada às vocações econômicas regionais.
· Expandir o uso de tecnologia, robótica e inovação no ambiente escolar.
· Consolidar programa permanente de modernização da infraestrutura das escolas estaduais.
· Estimular projetos voltados a permanência e redução da evasão escolar.
· Fortalecer a educação inclusiva, qualificando continuamente os profissionais de apoio, ampliando o
Atendimento Educacional Especializado (AEE).
[Página 17]
17
1.5 CULTURA, PATRIMÔNIO, ECONOMIA CRIATIVA E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul fortaleceu sua política cultural ao ampliar mecanismos de fomento, va-
lorizar o patrimônio histórico e cultural e estimular a economia criativa como instrumento de desenvolvimento re-
gional. Paralelamente, consolidou uma visão mais integrada da cultura, reconhecendo seu papel na promoção da
cidadania, no fortalecimento das identidades locais e na construção de soluções para comunidades em situação
de maior vulnerabilidade social.
Nos próximos anos, essa agenda deverá avançar para um modelo ainda mais articulado de desenvolvimento
comunitário, fortalecendo a cultura como instrumento de inclusão, geração de renda e valorização da diversidade
cultural. O objetivo será ampliar oportunidades para comunidades indígenas, povos tradicionais, artistas, produ-
tores culturais e empreendedores criativos, promovendo iniciativas que integrem cultura, turismo, cooperativismo,
artesanato e desenvolvimento territorial.
AÇÕES PROPOSTAS
· Restauração e Modernização do MARCO – Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul.
· Fortalecer a cultura como instrumento de inclusão social e desenvolvimento comunitário.
· Valorizar e preservar o patrimônio histórico, cultural e imaterial do Estado.
· Expandir políticas de incentivo à economia criativa.
· Fomentar um novo mercado e públicos consumidores de cultura e conhecimento.
· Integrar cultura, turismo e desenvolvimento regional.
· Incentivar o cooperativismo, o artesanato e os empreendimentos culturais comunitários.
· Desenvolver programas voltados à valorização das culturas indígenas e das comunidades tradicionais.
· Ampliar o acesso às atividades culturais em todas as regiões do Estado.
· Fortalecer a atuação intersetorial da cultura junto às demais políticas públicas.
[Página 18]
18
1.6 ESPORTE, JUVENTUDE E DESENVOLVIMENTO HUMANO
O esporte consolidou-se como uma importante política pública de desenvolvimento humano, promovendo
inclusão social, qualidade de vida, formação cidadã e fortalecimento dos vínculos comunitários. Nos últimos anos,
Mato Grosso do Sul ampliou investimentos em infraestrutura esportiva, fortaleceu programas de incentivo ao es-
porte educacional e de alto rendimento, expandiu ações voltadas à juventude e consolidou eventos que projetam
o Estado nacionalmente. O fortalecimento do Programa Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, com a criação de novas ca-
tegorias voltadas ao esporte universitário, master, técnico e aos ciclos olímpico, paralímpico e surdolímpico, ampliou
o apoio à formação e à permanência de talentos no Estado. Os resultados dessa política já podem ser observados
no desempenho dos atletas sul-mato-grossenses em competições internacionais, com destaque para as três me-
dalhas de ouro e uma de bronze conquistadas nos Jogos Paralímpicos, além da formação de atletas com potencial
de representar Mato Grosso do Sul e o Brasil nos próximos Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Surdolímpicos.
O próximo ciclo buscará consolidar uma política esportiva estruturada para todas as fases da vida, conec-
tando esporte educacional, comunitário, universitário, de participação e de alto rendimento em uma estratégia
integrada de desenvolvimento humano. A prioridade será ampliar o acesso à prática esportiva, fortalecer a iden-
tificação e formação de talentos, interiorizar programas e eventos, aperfeiçoar os mecanismos de incentivo aos
atletas e técnicos e integrar o esporte às políticas de educação, saúde e assistência social. Ao mesmo tempo, o
Estado continuará utilizando o esporte como instrumento permanente de prevenção da violência, promoção da
cidadania, inclusão social, desenvolvimento econômico e fortalecimento da identidade das comunidades, con-
solidando Mato Grosso do Sul como referência na formação de atletas e na promoção do esporte como política
pública transformadora.
AÇÕES PROPOSTAS
· Viabilizar, por gestão própria ou através de parceria, o pleno funcionamento do Estádio Universitário Pedro
Pedrossian (Morenão).
· Manter os programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, ampliando alguns programas implementados na última
gestão como, por exemplo, as bolsas pré-paraolímpica e pré-surdolimpica.
· Garantir o apoio a participação de atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos nas Olimpíadas.
· Estruturar uma política estadual de desenvolvimento de talentos esportivos, para além do Programa Bolsa
Atleta/Bolsa-técnico
· Ampliar o acesso ao esporte educacional, comunitário e de participação em todas as regiões do Estado.
· Fortalecer políticas públicas voltadas à juventude por meio do esporte, da cultura e da cidadania.
· Implantar e fortalecer núcleos esportivos comunitários, priorizando territórios de maior vulnerabilidade social.
· Desenvolver um programa permanente de identificação, formação e acompanhamento de talentos
esportivos.
· Fortalecer a transição entre esporte escolar, universitário e de alto rendimento.
· Ampliar a inclusão de pessoas com deficiência, idosos, povos indígenas e demais grupos vulneráveis nas
políticas esportivas.
· Expandir a realização de eventos esportivos como instrumento de desenvolvimento regional, turismo e
economia do esporte.
· Promover capacitação permanente de gestores, profissionais e organizações esportivas.
[Página 19]
4 DIMENSÕES
ESTRATÉGICAS
Dimensão 2
ato Grosso do Sul vive um novo ciclo de
desenvolvimento econômico, marcado pela expansão
de investimentos, diversificação da base produtiva,
fortalecimento da agroindustrialização, crescimento da
indústria, consolidação de novos setores econômicos e
construção de um ambiente cada vez mais favorável aos
negócios. Nos últimos anos, o Estado conquistou posição de
destaque nacional em competitividade, responsabilidade
fiscal, atração de investimentos e sustentabilidade,
criando bases sólidas para um novo estágio de crescimento
econômico, geração de oportunidades e melhoria da
qualidade de vida da população. Esta dimensão dialoga
diretamente com as estratégias de mobilidade social e
desenvolvimento humano, infraestrutura e modernização
do Estado, reconhecendo que a competitividade depende
da integração entre pessoas, território e capacidade
institucional.
M
2
DESENVOLVIMENTO,
COMPETITIVIDADE
E FUTURO
[Página 20]
20
Dimensão 2 DESENVOLVIMENTO, COMPETITIVIDADE E FUTURO
Esta dimensão concentra as estratégias voltadas à consolidação desse novo posicionamento, ampliando a
competitividade da economia sul-mato-grossense e preparando o Estado para as transformações produtivas,
tecnológicas e institucionais das próximas décadas. Seu objetivo é fortalecer um ambiente favorável ao investi-
mento, ao empreendedorismo, à inovação e à geração de emprego e renda, promovendo maior agregação de
valor à produção, diversificação econômica e inserção competitiva de Mato Grosso do Sul nos mercados nacionais
e internacionais.
O próximo ciclo de governo também será marcado pela implementação da Reforma Tributária, que promove-
rá a maior transformação no ambiente econômico brasileiro das últimas décadas. Não por mero acaso, o Estado
vem executando uma das mais agressivas políticas de incentivo fiscal do país. O objetivo estratégico é claro: a
partir de 2029, os incentivos passarão a ser reduzidos progressivamente até serem extintos em 2032. Ou seja, estes
são os últimos anos possíveis de utilização desse instrumento para atrair investimento e promover a tão ansiada
industrialização da economia sul-mato-grossense.
Mais do que um desafio de adaptação, esse novo cenário representa uma oportunidade para consolidar o
Mato Grosso do Sul como um dos estados mais competitivos do País. Um ambiente de negócios moderno, seguro
e eficiente, aliada a uma estratégia estruturada de transição tributária, será fundamental para preservar a atrati-
vidade do Estado, apoiar o setor produtivo e ampliar sua capacidade de captar investimentos ao longo de todo o
período de implementação do novo sistema tributário.
Ao mesmo tempo, a dimensão reconhece que o desenvolvimento contemporâneo depende cada vez menos
da disponibilidade isolada de recursos naturais e cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento,
tecnologia e inovação em ganhos de produtividade e competitividade. Por essa razão, ciência, tecnologia e ino-
vação deixam de representar uma política setorial e passam a constituir um eixo transversal de desenvolvimento,
impulsionando a modernização do agro, da indústria, dos serviços e das novas economias emergentes.
A diretriz proposta busca integrar temas estratégicos e áreas interdependentes em uma agenda única de
desenvolvimento, conectando agropecuária, agroindústria, indústria, comércio, serviços, turismo, bioeconomia e
transformação digital da economia. Da mesma forma, reconhece que o crescimento econômico somente se tra-
duz em desenvolvimento quando amplia oportunidades para as pessoas. Por isso, esta dimensão articula suas
ações às políticas de educação, qualificação profissional e inclusão produtiva, garantindo que a competitividade
do Estado seja acompanhada pela geração de emprego, aumento da renda e melhoria da qualidade de vida da
população.
Mais do que responder aos desafios do presente, esta dimensão projeta Mato Grosso do Sul para o futuro. Seu
propósito é consolidar o Estado como uma das economias mais competitivas, inovadoras e sustentáveis do Brasil,
capaz de transformar suas vocações naturais, sua capacidade empreendedora e seu ambiente institucional em
desenvolvimento econômico, prosperidade compartilhada e oportunidades para as próximas gerações.
Alinhamento ODS — Agenda 2030:
ODS 2 — Fome Zero e Agricultura Sustentável · ODS 7 — Energia Limpa e Acessível ·
ODS 8 — Trabalho Decente e Crescimento Econômico · ODS 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura · ODS 12 — Consumo
e Produção Responsáveis · ODS 13 — Ação contra a Mudança Global do Clima · ODS 15 — Vida Terrestre · ODS 17 — Par-
cerias e Meios de Implementação