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COLIGAÇÃO: FAZENDO O FUTURO ACONTECER.
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plano de governo é uma verdadeira bússola que
orienta o caminho para o futuro acalentado por diferentes
gerações de sul-mato-grossenses, que agora toma forma
e presença na vida das pessoas. É também uma legítima
“Carta Compromisso”, onde se reescreve e se renova o
pacto de governança com a nossa sociedade organizada.
Na última eleição, defendemos um Mato Grosso do
Sul Próspero – e ao fim do mandato entregamos um
crescimento quatro vezes superior ao nacional; Inclusivo
– e a pobreza extrema reduziu-se a apenas 1,6% da
população. O Estado Verde floresce da conciliação entre
crescimento e preservação ambiental, simbolizado pelo
agro que mais cresce e que mais reduziu as emissões da
agropecuária nos últimos 20 anos, e a aproximação da
desafiadora e definitiva fronteira para uma economia
carbono zero até 2030 (uma antecipação de 20 anos,
em relação às metas da ONU); O Estado Digital – com
mais de 700 serviços públicos disponíveis em sites ou
smartphones, na palma da mão -, também se incorporou
definitivamente como parte das estruturas de diferentes
políticas públicas. O MS já é assim nas escolas, com
lousas digitais, laboratórios de robótica e sinergia com
plataformas internacionais provedoras de conhecimento;
na telemedicina que conecta especialistas às demandas
dos usuários do SUS e em sistema avançado e integrado
de monitoramento e combate ao crime e aos impactos do
clima, para ficar apenas em alguns poucos exemplos.
São esforços continuados e transformadores da nossa
realidade, que se adensam agora em cada uma das áreas
do nosso Governo, sintetizados na equação principal:
Crescer, Incluir e Transformar. O conceito traduz o DNA
de um governo que sabe que infelizmente não pôde fazer
tudo que foi proposto; mas que não se conforma com o
que não deu certo e precisa ser corrigido; e principalmente
não se acomoda no berço dos excepcionais resultados
alcançados. Nos alimenta o ânimo, a ideia força que é
preciso fazer muito mais, para que os nossos ativos vivos
e potenciais ainda latentes floresçam em cada município.
A verdadeira transformação só será plena quando
pudermos avançar, todos juntos, de mãos dadas, em
direção de um novo futuro.
Eduardo Riedel
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Mato Grosso do Sul vive um dos momentos mais promissores de sua história. Nos últimos anos, o Estado con-
solidou importantes avanços em equilíbrio fiscal, atração de investimentos, desenvolvimento econômico, inclusão
social, infraestrutura, educação, saúde, segurança pública e sustentabilidade, construindo bases sólidas para um
novo ciclo de crescimento. Mais do que alcançar indicadores de destaque, Mato Grosso do Sul passou a ser reco-
nhecido nacionalmente pela capacidade de planejar, executar e entregar políticas públicas com responsabilidade,
inovação e visão de futuro.
Esta postura incluiu clareza e coragem para reconhecer e enfrentar problemas estruturais que pontuam em
praticamente todo o território nacional e também aqui, como resultado de um país ainda muito injusto e desigual.
A vida real dá dimensão ao gigantesco desafio de vencer distorções expressas em grandes áreas de serviços pú-
blicos, como o pleno acesso à saúde, a garantia da integridade da segurança territorial e a superação de atrasos
históricos, renitentes e acumulados, por exemplo, na educação pública e na qualidade da empregabilidade, ele-
mentos fundamentais à uma nova lógica de redistribuição de riquezas geradas pela dinâmica do alto crescimento
continuado na década. Ao se abordar cada um deles, constata-se a grande obra da transformação da paisagem
sócio econômica não está concluída, mas tem o seu curso visível, concreto e avança na direção certa.
Por tudo isso, o desafio que se apresenta agora é diferente. Não se trata apenas de manter os avanços con-
quistados, mas de dar a eles uma inédita dimensão e capilaridade, para, em seguida, consolidá-los, transforman-
do-os em um legado permanente para as próximas gerações. Se temos o dever de concluir estas grandes tarefas,
o próximo ciclo de governo exigirá, simultaneamente, uma agenda capaz de responder às profundas transforma-
ções econômicas, tecnológicas, ambientais e sociais que já remodelam o Brasil e o mundo, preparando o Estado
para continuar crescendo de forma competitiva, sustentável e inclusiva.
Este Plano de Governo parte da convicção central de que desenvolvimento somente faz sentido quando me-
lhora a vida das pessoas. Crescimento econômico, responsabilidade ambiental, infraestrutura moderna e gestão
pública eficiente não são objetivos isolados, mas instrumentos para ampliar oportunidades, reduzir desigualdades
e garantir que todos os sul-mato-grossenses possam construir uma trajetória de prosperidade, segurança e qua-
lidade de vida.
Ao mesmo tempo, reconhece que os desafios contemporâneos exigem um Estado cada vez mais estratégico.
Um Estado que não atua apenas como prestador de serviços, mas como articulador, indutor do desenvolvimento
e parceiro da sociedade. Um Estado capaz de integrar pessoas, território, economia e inovação em uma mesma
visão de futuro, promovendo segurança jurídica, fortalecendo a competitividade, valorizando seus ativos ambien-
tais e preparando suas instituições para responder com agilidade às demandas da população.
Essa visão está organizada em quatro grandes dimensões estratégicas. A primeira coloca as pessoas no cen-
tro das políticas públicas, fortalecendo a proteção social, a educação, a saúde, a segurança e a construção de
oportunidades capazes de romper ciclos intergeracionais de vulnerabilidade. A segunda consolida uma agenda
de desenvolvimento econômico baseada em competitividade, inovação, empreendedorismo e preparação para
os desafios da nova economia. A terceira estrutura explora o território como base do desenvolvimento, integrando
infraestrutura, cidades, sustentabilidade e valorização dos ativos ambientais. A quarta fortalece a capacidade de
entrega do Estado, promovendo governança, eficiência, transformação digital e gestão orientada a resultados.
Mais do que um conjunto de propostas, este Plano representa um compromisso com a construção de um Mato
Grosso do Sul preparado para o futuro. Um Estado que cresce sem deixar ninguém para trás, que transforma suas
vocações em oportunidades, que preserva seu patrimônio natural como diferencial competitivo e que mantém as
pessoas como razão maior de todas as políticas públicas. É com essa visão que propomos consolidar, entre 2027 e
2030, um novo ciclo de desenvolvimento, prosperidade e qualidade de vida para todos os sul-mato-grossenses.
INTRODUÇÃO
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O QUE FOI FEITO
Balanço da Gestão 2023–2026
Mato Grosso do Sul mudou de patamar. Este não é o relatório de uma administração que apenas evitou erros
— é o registro de um Estado que cresceu com intencionalidade, que atraiu investimentos sem abandonar quem
precisava de proteção, e que vem modernizando a máquina pública para melhor entregar serviço na ponta. Os
quatro anos de mandato produziram resultados que alteraram a trajetória estrutural do Estado. O que segue é um
balanço honesto: o que foi feito, por que importa e o que ainda precisa ser feito.
Ao longo da última década, Mato Grosso do Sul consolidou uma transformação de sua estrutura econômica.
O Produto Interno Bruto (PIB) praticamente dobrou, passando de R$ 91,9 bilhões em 2016 para R$ 184,4 bilhões em
2023, ano em que o Estado registrou a segunda maior taxa de crescimento do país (13,4%), mais de quatro vezes
a média nacional (3,2%), além de alcançar o 6 0 maior PIB per capita do Brasil. A diversificação econômica tor-
nou-se uma realidade, com destaque para a indústria de transformação, impulsionada pelos investimentos em
celulose, bioenergia e agroindustrialização, que ampliou sua participação na economia estadual e consolidou uma
nova base industrial. Paralelamente, o Estado atingiu recordes nas exportações em 2025, com uma pauta cada
vez mais diversificada, liderada por produtos florestais (US$ 9,2 bilhões), soja (US$ 2,8 bilhões), carnes (US$ 2,7 bi-
lhões) e produtos do complexo sucroalcooleiro (US$ 731 milhões). A inserção internacional também se fortaleceu,
tendo a China como principal destino (44,6%), seguida pela União Europeia (12%), Estados Unidos (5%) e Uruguai
(3%), evidenciando a ampliação dos mercados compradores e a consolidação de Mato Grosso do Sul como um
polo exportador de alimentos, fibras, bioenergia e produtos industriais. Esse desempenho reflete uma estratégia
de desenvolvimento que fortalece as vocações do Estado, amplia a industrialização vinculada ao agronegócio,
diversifica a base produtiva e consolida Mato Grosso do Sul como um dos principais polos nacionais de produção
agroindustrial e de exportação.
Assim, Mato Grosso do Sul saiu da condição de estado exportador de matéria-prima para se tornar referência
nacional em industrialização do agro e atração de investimentos. Segundo projeção do Banco do Brasil, em 2025,
o estado cresceu 5,3% — mais que o dobro da média nacional projetada de 2,5% —, conquistando o 3 0 lugar no
ranking de crescimento do PIB entre os estados brasileiros. Desde 2023, foram atraídos mais de R$ 81 bilhões em
investimentos privados, impulsionados por setores como celulose, bioetanol, proteína animal e logística.
A política de desburocratização e simplificação tributária posicionou MS com o menor ICMS do país em seto-
res estratégicos, criando um ambiente competitivo que atrai empresas nacionais e internacionais. O Estado lidera
o ranking nacional de crescimento da indústria de transformação — o indicador que mede a transição de uma
economia primária para uma base industrial diversificada. Somente no ano passado foram gerados mais de 19 mil
novos empregos formais, impulsionados pelos setores de construção, serviços, indústria, comércio e agropecuária.
A renda média no Estado cresceu 64% (de 2021 comparado a 2025), sendo que o 80% do ganho advém do rendi-
mento do trabalho.
Mais de 500 mil qualificações foram realizadas em três anos por meio de programas de formação profissional
alinhados às cadeias produtivas estratégicas. A FUNTRAB foi modernizada e expandiu sua presença nos 79 muni-
cípios, passando a operar como central de inteligência do trabalho.
Economia e Competitividade
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O crescimento econômico de MS foi acompanhado por uma agenda propositiva de inclusão. Em 4 anos, a
extrema pobreza caiu 60% — mais de 40 mil pessoas saíram das condições mais precárias de vida e mais de 34 mil
famílias passaram a ter acesso regular à alimentação adequada. O Estado conquistou o 1 0 lugar no ranking nacio-
nal de mobilidade social — o indicador que mede a chance de um filho viver melhor do que seus pais.
A política de assistência social também passou por uma transformação estrutural. Os programas estaduais
deixaram de ser exclusivamente mecanismos de transferência de renda e passaram a atuar como instrumen-
tos de superação da vulnerabilidade, combinando apoio financeiro com ações de segurança alimentar, acesso
à saúde, permanência escolar e acompanhamento familiar, tendo como foco a busca pela emancipação das
pessoas. A adoção da busca ativa permitiu identificar famílias que sequer estavam inscritas no Cadastro Único e,
portanto, não acessavam benefícios sociais estaduais ou federais. Como resultado, cerca de 44 mil famílias saíram
da insegurança alimentar nos últimos dois anos (2024 a 2026), a taxa de extrema pobreza foi reduzida de 4% para
1,6% e Mato Grosso do Sul avançou da 17 a em 2022 para a 2 a posição nacional no pilar Capital Humano do último
Ranking de Competitividade dos Estados (2025), refletindo a evolução das oportunidades e da qualidade de vida
da população.
Além de reestruturar programas consolidados, como o Mais Social e o Energia Zero, o Estado implantou novas
iniciativas voltadas a públicos específicos, entre elas o ‘Cuidar de Quem Cuida’, o ‘Recomeços’ e o ‘Programa de
Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família: Criança na Creche’. A implantação do Compliance Social, em
parceria com a Controladoria-Geral do Estado, fortaleceu a transparência, a integridade e o monitoramento das
políticas públicas, consolidando um modelo de assistência social orientado por resultados, focalização e promoção
da autonomia das famílias.
A saúde em Mato Grosso do Sul passou por uma reorganização estrutural. A Nova Arquitetura da Saúde re-
organiza o sistema em camadas integradas: o ecossistema de atendimento pretende funcionar a partir de uma
atenção primária, porta de entrada do sistema, mais eficiente e homogênea nos 79 municípios, com cinturões de
média complexidade e oferta de especialidades regionalizadas, complementados por hospitais de alta comple-
xidade modernizados e plataforma digital de regulação. O Hospital Regional de MS avança via PPP, ampliando de
362 para 577 leitos. A Telessaúde levou consultas especializadas ao interior sem exigir deslocamento do paciente.
Na vacinação, MS conquistou nota 100 pelo Programa Nacional de Imunizações, liderando o ranking nacional.
Uma nova escola estadual foi reformada ou construída a cada seis dias ao longo do mandato. A educação
profissional chegou aos 79 municípios com trilhas alinhadas às vocações econômicas de cada região. Os resul-
tados de aprendizagem melhoraram nos indicadores nacionais de alfabetização e matemática. A educação em
tempo integral foi expandida, especialmente em territórios de maior vulnerabilidade social. Ao contrário de um
grande número de estados, o Mato Grosso do Sul decidiu não aderir à aprovação automática nos anos de pande-
mia e pós pandemia e por isso teve o seu IDEB impactado, neste período atípico, ficando abaixo da média nacional.
Um esforço de recuperação da proficiência foi realizado, com resultados emblemáticos: redução pela metade da
repetência e taxas mínimas de abandono escolar.
Redução da Pobreza e Inclusão Social
Saúde Pública
Educação