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COMPROMISSO ÁREAS QUE
ATRAVESSAM PROPOSTAS
C1 - Ceará Seguro Segurança, Justiça,
Sistema Prisional, Gestão
Ciclo completo de polícia;
Fusão SSPDS+SAP; Polícia
Penal; Corregedorias
internas, ARCO CE-RJ-ES;
Mega-Presídio
C2 - Periferia com
Estado
Segurança, Saneamento,
Habitação, Saúde,
Infraestrutura urbana
Desfavelização com lei e
ordem; GIRT; Moradia
Definitiva + Filtro de
Integridade; Ligação de
esgoto CadÚnico;
Regularização fundiária
C3 - Interior que
produz
Agricultura, Indústria,
Educação, Trabalho,
Recursos Hídricos
Industrialização do agro;
PNAE 45+; Campo e Escola;
Segurança Hídrica Rural;
Leve poços; Ceará Júnior;
valorização do tiro desportivo
C4 - Escola que forma
para a vida
Educação, Segurança
(prevenção), Saúde
mental, Trabalho
Recomposição de
aprendizagens; Ceará Cívico;
Saúde Mental nas Escolas;
Ensino técnico
territorializado
C5 - Saúde que chega
na hora
Saúde, Saneamento,
Gestão regional
Redução de filas;
Regionalização; Integração
saúde–saneamento; Rede
Materno-Infantil; Regulação
de Urgência; HIAS 2 Iguatu;
Casas da Mulher Cearense
C6 - Famílias Livres
Assistência social,
Trabalho, Tecnologia,
Juventude
Porta de Saída (SPS/IDT);
Fim do assistencialismo por
dados; Qualificação e renda
C7 - Base do
Desenvolvimento
Recursos hídricos,
Energia, Logística,
Saneamento, Fiscal
Redução de perdas / Voucher
Água; IPO Cagece;
Pecém/H2V; Rodovias;
Mobilidade HUGGO DELEGADO VICE FELIPE MOREIRA
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HUGGO DELEGADO VICE FELIPE MOREIRA DIAGNÓSTICO GERAL DO ESTADO
O Ceará inicia um novo ciclo político diante de um cenário paradoxal. Ao mesmo
tempo em que consolidou avanços importantes em áreas como educação básica,
equilíbrio fiscal e atração de investimentos, permanece convivendo com desafios
estruturais que limitam o desenvolvimento econômico, reduzem a competitividade,
aprofundam desigualdades regionais e comprometem a qualidade dos serviços
públicos.
Os principais desafios do Estado podem ser organizados em seis grandes eixos:
Crescimento econômico abaixo do potencial;
Elevada desigualdade territorial;
Crise da segurança pública;
Baixa produtividade e industrialização;
Pressão sobre infraestrutura hídrica e logística;
Necessidade de modernização da gestão pública.
Embora indicadores agregados frequentemente apresentem um Ceará relativamente
bem posicionado no Nordeste, a realidade regional demonstra diferenças profundas
entre municípios e territórios. Essa heterogeneidade exige políticas públicas
territorializadas, planejadas a partir das vocações e necessidades específicas de
cada região. Por essa razão, este diagnóstico utiliza a regionalização oficial adotada
pelo Estado do Ceará, garantindo compatibilidade com os instrumentos de
planejamento estadual e com as bases estatísticas produzidas pelo IPECE.
População: cerca de 9 milhões de habitantes em 184 municípios, com forte
concentração na Região Metropolitana de Fortaleza e esvaziamento do interior
(envelhecimento, migração de jovens, perda de mão de obra qualificada).
Economia: estrutura diversificada (serviços, comércio, indústria de transformação,
agronegócio adaptado ao semiárido, turismo), com crescimento em energia
renovável, hidrogênio verde, logística e economia do mar. Persistem baixa
produtividade, informalidade elevada e baixa agregação de valor industrial.
Trabalho: informalidade alta, baixa qualificação e dificuldade de inserção do
jovem; em muitas regiões o setor público ainda é o maior empregador.
Educação: referência nacional em alfabetização e ensino fundamental, mas com
evasão no ensino médio, distorção idade-série e desconexão entre escola e mercado
de trabalho.
Situação Socioeconômica
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HUGGO DELEGADO VICE FELIPE MOREIRA Saúde: bons equipamentos de referência, porém filas para consultas especializadas,
demora em exames e concentração da alta complexidade na capital.
Segurança: violência entre os principais problemas, com atuação de organizações
criminosas, disputa territorial, crimes patrimoniais, violência contra mulheres e
comando emanado de dentro do sistema prisional.
Fiscal: histórico consistente de responsabilidade fiscal e capacidade de
investimento acima da média nacional, sob pressão futura de despesas obrigatórias
e previdência.
Institucional: instituições de planejamento consolidadas (IPECE, SEPLAG), com
desafios de integração entre secretarias, transformação digital e avaliação por
resultados.
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HUGGO DELEGADO VICE FELIPE MOREIRA DIAGNÓSTICO GERAL DO ESTADO
O Ceará não é um estado de uma única realidade; ele é um mosaico complexo de
vocações, culturas e desafios. Por isso, a elaboração de um plano de governo
estadual não pode ser um exercício de "copiar e colar" feito exclusivamente de
dentro de um gabinete. É aqui que entra a importância vital de um diagnóstico
minucioso para cada uma das 14 Regiões de Planejamento do estado.
Ao mapear dados, ouvir lideranças e analisar os indicadores de forma específica
para cada região, o diagnóstico garante três pilares essenciais para um governo:
Alocação inteligente de recursos, Impulso às vocações econômicas e Redução de
desigualdades históricas.
A grande Fortaleza se destaca com o principal centro urbano, econômico e logístico
do Ceará. Sendo assim, o maior polo econômico, educacional e logístico do estado.
Possuindo forte vocação para serviços, tecnologia, turismo de negócios e lazer.
Seus principais desafios são: mobilidade, segurança pública, saneamento, expansão
urbana, geração de emprego e renda, alta vulnerabilidade social em periferias e
forte adensamento populacional.
1. Fortaleza e Região Metropolitana
Um diagnóstico territorializado é a espinha dorsal de uma administração pública
eficiente. Ele permite que a gestão saia do campo das promessas genéricas e passe a
entender a dor e a potencialidade real de cada localidade. As demandas de
mobilidade urbana e adensamento da Grande Fortaleza são drasticamente
diferentes das necessidades de segurança hídrica no Sertão de Crateús, ou dos
gargalos para o desenvolvimento universitário e turístico no Cariri.
Em resumo, construir um plano de governo fatiado pelas 14 Regiões de
Planejamento é, antes de tudo, uma questão de técnica e respeito. É a garantia de
que as políticas públicas enxergam o cidadão cearense exatamente onde ele vive,
oferecendo soluções sob medida para que todo o estado avance de forma integrada.
Possui sua Economia baseada no forte potencial turístico, na pesca, na agricultura,
na carcinicultura, na fruticultura, na proximidade com o Complexo Industrial e
Portuário do Pecém e nas energias renováveis.
Seus desafios perpassam pela infraestrutura logística, o abastecimento hídrico, o
desenvolvimento do turismo sustentável, a elevada pobreza em municípios do
interior da região e a escassez de recursos hídricos para irrigação.
2. Litoral Oeste / Vale do Curu
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HUGGO DELEGADO VICE FELIPE MOREIRA Essa região é conhecida por ter forte dinamismo industrial (têxtil e calçadista),
comercial e educacional, sendo inclusive um destaque nacional no que se refere à
educação básica de excelência, ainda possui potencial no agronegócio, na indústria
e na tecnologia.
Todavia, necessita de uma ampliação da integração logística e inovação, precisa de
soluções para a escassez hídrica severa em períodos de seca e apresenta
necessidades em relação a disparidades econômicas entre a sede (Sobral) e os
municípios do entorno.
3. Sertão de Sobral
4. Sertão dos Inhamuns
Predominância da pecuária forte (ovinocaprinocultura), agricultura adaptada ao
semiárido, potencial para turismo arqueológico e de observação do bioma caatinga.
Entretanto, a região é marcada por uma das regiões com menor PIB per capita do
estado, altos índices de semi-aridez extrema que exigem convivência com a seca
tecnológica, necessidade de diversificação produtiva e a retenção de jovens.
5. Sertão Central
Essa região é estratégica para logística e agropecuária, principalmente em relação à
forte tradição na pecuária de corte/leiteira, agricultura familiar e polo comercial
centralizado em Quixadá e Quixeramobim.
Porém, necessita ampliar questões relacionadas à infraestrutura, a industrialização,
ao aproveitamento mineral, aos severos impactos da seca, solos suscetíveis à
desertificação e êxodo rural de jovens em busca de oportunidades.
6. Maciço de Baturité
O Maciço possui um grande potencial em turismo (ecológico, histórico e rural), além
de capacidade para agricultura familiar, floricultura e produção orgânica.
Contudo, possui desafios ambientais relevantes devido à preservação da serra, além
de um relevo acidentado dificultando a instalação de grandes indústrias e alto risco
de degradação ambiental pelo uso inadequado do solo.
7. Litoral Leste
Possui uma forte vocação turística litorânea (Canoa Quebrada/Aracati, Beberibe),
um potencial aquícola/pesqueiro e proximidade com o mercado consumidor da
capital. Sendo um polo da fruticultura irrigada, da carcinicultura, do petróleo e
energias renováveis.
Entretanto, necessita fortalecer logística e gestão hídrica, ter ações para a
prevenção do fenômeno da erosão costeira ameaçando a infraestrutura, degradação
de dunas e especulação imobiliária desordenada. 10